Nota prévia: Todos os candidatos a líder do CDS, embora todos diferentes e com fins diferentes, devem merecer a nossa consideração pela força e coragem de se candidatarem numa altura em que o CDS tanto precisa.

Posto isto, gostaria de esclarece que nas últimas semanas me tenho remetido ao silêncio quanto ao meu sentido de voto, sublinho meu e que não vincula os meus delegados, já que não sou dona dos seus votos. E porquê? Porque quis ouvir os candidatos, quis ler as suas entrevistas e sobretudo quis ler as suas moções e fazer a minha reflexão. O meu sentido de voto não se alinha em simpatias ou empatias, alinha-se em propostas, em provas dadas, em personalidades coerentes. Por isso apoio o candidato Filipe Lobo d´ Ávila. Nesta matéria, o que podemos evidenciar é o facto de este candidato ter feito uma oposição notável, sem ter recorrido às redes sociais para incendiar a opinião pública contra o CDS. Este candidato tem alertado nestes 3 últimos anos para o caminho que o CDS trilhava e que ele considerava errado. Por isso tem maior legitimidade neste momento para apresentar uma solução diferente e por isso mais credível. Este candidato, renunciou ao seu mandato de deputado em ruptura com a actual presidente do CDS, lugar que muitos sonham ocupar (e há quem passe por cima de tudo e de todos para o conseguir), o que evidencia e evidenciou na altura, a sua total independência.E finalmente, este candidato não entrou em nenhuma lista para as eleições legislativas, não negociou lugares, nem era parte integrante da actual direcção, o que lhe permitiu ter autonomia e liberdade para analisar de forma neutra o rumo que o CDS estava a levar. Além destas características, que são factuais, existem na moção do candidato Filipe Lobo d´Ávila propostas com as quais me identifico (e só vou identificar as que têm a ver com a organização do Partido), tais como:

1. Voltar a pôr o Partido a funcionar, através da aposta na implantação nacional, acabando com estruturas que não existem e que só servem propósitos eleitorais internos e recuperar o institucionalismo no funcionamento dos órgãos internos do Partido;

2.  Na introdução de novos critérios como eleições directas na escolha dos nossos representantes à Assembleia da República, a par da redução drástica da quota nacional apenas aos cabeças de lista;

3.  O partido deve procurar que as suas escolhas – todas – possam ser efectuadas num quadro da maior participação dos militantes e das suas estruturas locais, distritais e até nacionais;

4. O regresso das eleições directas para eleição do líder do CDS, que será mais um passo na democraticidade do Partido e permitirá aos militantes (todos sem excepção) eleger o Presidente do Partido e não apenas a quota de delegados que vão ao Congresso Nacional;

5.  A Secretaria-Geral deve concentrar-se na implantação territorial e na normalização do funcionamento das estruturas internas do CDS, deixando a gestão financeira e orçamental para um gestor interno (“Director Financeiro”) que possa, com especial aptidão e competência, responder de forma adequada e rigorosa aos importantes desafios que se colocam também nesta sede ao CDS. Este novo director financeiro deverá responder perante a Comissão Executiva e, sempre que necessário, perante os restantes órgãos do Partido, competindo-lhe assegurar a gestão financeira do Partido, assegurar a regularidade e a sã transparência de todos os procedimentos contratuais do próprio Partido.

6.  Por outro lado, o partido também não poderá deixar de procurar encontrar as soluções que permitam dar uma nova vida à FTDC, com um novo dinamismo e com um novo impulso;

7.  A Juventude Popular continua e continuará a ser o viveiro dos futuros políticos do CDS, desde que consiga manter a sua autonomia e independência.

8. O CDS deve fazer um caminho de afirmação, um caminho de diferenciação, um caminho de oposição responsável e frontal. Com o nosso Grupo Parlamentar, agora reduzido mas imprescindível no combate político e na proposição de novos caminhos.. O Partido tem que ganhar vida própria, tem que voltar aos militantes, tem que voltar ao País.

9.  O CDS deve procurar ter os melhores candidatos locais e deve procurar afirmar preferencialmente a sua marca e as suas equipas de forma autónoma e independente.

Neste momento o que importa ao Partido é não reproduzir os erros do passado, importa contar com todos o que se importam com o Partido, importam sermos todos CDS em todos os momentos e em todas as adversidade e por isso nesta mudança decisiva temos de estar Juntos Pelo Futuro.

Partilhe esta notícia