Foi uma jornada de futebol que à partida se esperava tranquila para Porto e Sporting, e isso confirmou-se. As duas equipas ganharam tranquilamente os seus jogos perante dois adversários (Académica e Boavista respetivamente) que não conseguiram contrariar o poderio e as armas que Porto e Sporting dispunham. O único facto negativo vai para a lesão de Nani que não poderá dar o contributo à equipa nos próximos jogos, e que falta vai fazer num desafio tão importante em Stamford Bridge contra o Chelsea que poderá ditar ou não a passagem do clube de Alvalade à próxima fase da Champions League.

Quer o Porto, quer o Sporting estavam de olho numa eventual escorregadela do Benfica que iria enfrentar uma das sensações do futebol português, o Belenenses que já tinha conseguido arrancar um empate em Alvalade e ocupava um brilhante 4º lugar na classificação. Mas o Benfica acabou por fazer um jogo brilhante, sabendo esperar e ter paciência para quebrar a muralha defensiva de um Belenenses bem organizado. O Benfica nunca entrou em desespero, soube controlar o jogo em todos os seus aspetos e chegar a um resultado folgado justo e merecido.

Infelizmente, o principal tema deste jogo não foi o futebol na sua essência. O tema principal foi a não utilização de dois jogadores por parte do Belenenses que têm ainda ligações ao Benfica. Ao que se conseguiu apurar, Miguel Rosa e Deyverson pertencem aos azuis do Restelo mas o Benfica detém percentagens dos passes dos dois jogadores e pode exercer a opção de recompra dos mesmos quando assim o desejar. E talvez tenha sido essa a razão que levou a SAD do Belenenses a não optar por colocar os jogadores à disposição de Lito Vidigal, decisão que acabou por gerar bastante polémica.

Não sendo uma decisão que envolva diretamente o Benfica, a Liga Portuguesa de Futebol tem que começar a criar uma legislação mais clara e concisa no que diz respeito à utilização de jogadores emprestados a outros clubes da mesma divisão ou que tenham qualquer outra obrigação contratual que possam impedi-los de defrontar o seu clube de origem. A lei tem que ser clara e simples neste aspeto, ou o jogador pode jogar em todas em quaisquer circunstâncias ou não pode jogar em qualquer circunstância.

Este tipo de polémicas têm que acabar de vez porque podem acabar por ser bastante complicadas para os jogadores e para as outras partes envolvidas. Se o jogador joga e faz uma exibição aquém das expetativas irão aparecer vozes críticas a referir que o jogador não é profissional e acabou por ajudar o clube ao qual está ligado. Se o jogador não joga é porque as direções dos clubes não são sérias e estão a condicionar os adversários para chegarem mais facilmente à vitória. Aqui não podem haver exceções, tal como acontece na Alemanha e em Inglaterra, jogadores emprestados estão impedidos de jogar contra o seu clube de origem, evitando-se assim quaisquer tipos de polémicas.

Para a semana há clássico Porto-Benfica e os ânimos já estão a crescer para este jogo, embora não decisivo para o título, é sempre de emoções fortes. Até para a semana.

 

Ricardo Santos

Marketeer

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