O Ministério da Educação e Ciência atribui, desde há três anos, créditos horários às escolas mais eficazes e com maior redução de abandono escolar. Apesar de a lista completa ainda não ter sido divulgada, o Ministério avançou que o Agrupamento de Escolas de Alcochete e o Agrupamento de Escolas Campo Aberto, na Póvoa do Varzim, foram as unidades com maior número de créditos obtidos para o próximo ano letivo – 60 créditos semanais, que poderão gerir de diferentes formas.

Maria José Gonçalves, diretora do Agrupamento de Escolas de Alcochete, confessou ao Distritonline que não estavam à espera de serem “o agrupamento de escolas mais premiado”, apesar de terem esperança de “obter alguns créditos horários”.

“O resultado deve-se ao trabalho que temos desenvolvido e às reestruturações que foram realizadas, particularmente no ano passado, um ano de grande mudança porque foram colocados no agrupamento muitos professores pela primeira vez, e houve, consequentemente, uma movimentação de cerca de 125 professores. Mas também à motivação que a nossa direção tem incutido nos professores, que os leva a darem o melhor de si no trabalho”, explicou a diretora do Agrupamento de Alcochete.

De acordo com Maria José Gonçalves, a direção do agrupamento, que tomou posse no ano letivo anterior, criou três grandes projetos de apoio ao sucesso escolar: o Saber Mais, que funciona como uma espécie de “sala de explicações”, procurada, sobretudo, pelos alunos que enfrentam no final do ano os exames nacionais, nomeadamente de Matemática, Física e Química e Biologia; o Espaço de Convivências, que visa reduzir os casos de indisciplina e o projeto Alcochete + Desporto, que procura motivar os alunos para a prática desportiva extracurricular. “Foi o ano de arranque, por isso ainda não está tudo a funcionar como idealizamos, no entanto acreditamos que durante este mandato de quatro anos vamos conseguir melhorar o nosso desempenho”, acrescentou a responsável.

Questionada sobre a aplicação que será dada às 60 horas de crédito semanais, a diretora do Agrupamento referiu que serão aplicadas em “atividades que promovam o sucesso escolar dos alunos”, particularmente “no apoio a alunos com necessidades educativas especiais” e na “implementação do projeto Fénix, nas turmas de 7º ano”.

“O ano passado tivemos uma taxa de insucesso, considerável, no 7º ano, por isso este ano decidimos implementar o projeto Fénix nas turmas de 7º ano, de forma a acompanharmos, durante os próximos três anos, a evolução dos alunos dessas turmas”, explicou Maria José Gonçalves. Para além da implementação deste projeto, a direção decidiu “refazer as turmas de 7º ano”, redistribuindo os alunos repetentes pelas várias turmas, para que “todas as turmas estejam em igualdade de circunstâncias e não exista uma turma privilegiada”.

 

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