O presidente da Câmara de Santiago do Cacém, Álvaro Beijinha, aproveitou a visita do ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, Pedro Mota Soares ao concelho, no âmbito das comemorações dos 515 anos da Santa Casa da Misericórdia de Santiago do Cacém, para exigir ao Governo a incrementação de “políticas sociais e económicas que promovam a justiça social e igualdade entre todos”.

Álvaro Beijinha realçou a importância de serem “tomadas decisões e feitas opções políticas que façam com que as pessoas e as famílias tenham a necessidade de recorrer cada vez menos às instituições particulares de solidariedade social”, uma vez que o conjunto de medidas aplicadas, até à data pelo Governo, é “manifestamente insuficiente”.

Em relação à Santa Casa, o presidente da autarquia não tem dúvidas que esta é “uma peça decisiva naquilo que são os equilíbrios sociais no Município”, no qual desempenha um papel “notável na intervenção social e comunitária”. Para além da Santa Casa da Misericórdia, o edil recordou que existe no concelho “um conjunto de instituições de cariz social, que assumem um serviço absolutamente fundamental na qualidade de vida das populações mais necessitadas, fazendo com que Santiago do Cacém seja dos municípios a nível nacional com maior cobertura de equipamentos sociais”.

O provedor da Santa Casa, Jorge Nunes, lamentou que, após mais de cinco séculos de existência, esteja “mais atual do que nunca” a missão de “ajudar o próximo”. O responsável aproveitou ainda para anunciar a aposta da SCMSC no turismo rural, bem como a intenção de construir uma sede social para a instituição.

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