O Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Álvaro Beijinha, solicitou uma reunião com caráter de urgência ao Ministro da Saúde, Paulo Macedo. As preocupações da autarquia já não são de agora, mas as respostas por parte do Governo continuam a ser inexistentes, com graves prejuízos para as populações, que se debatem com o agravamento de vários problemas relacionados com a falta de médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde, a diminuição dos cuidados de saúde primários e hospitalares, o encerramento de algumas extensões no Município e os já conhecidos problemas na Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA).

Uma das principais reivindicações da Câmara Municipal de Santiago do Cacém (que é extensível a outras Câmaras do Litoral Alentejano) prende-se “com os cuidados hospitalares e com os cuidados primários, em particular agravados na freguesia do Cercal do Alentejo, que está há mais de dois meses sem médico”, sublinha Álvaro Beijinha. O principal problema, em particular na ULSLA, prende-se com “a falta de profissionais de saúde – médicos, enfermeiros e até auxiliares de ação médica − e isso repercute-se na qualidade do serviço”, conclui o Presidente da CMSC. Em dezembro último, aquando da visita que efetuou ao Hospital, Álvaro Beijinha tinha manifestado preocupação com “a diminuição dos cuidados de saúde, fundamentalmente pelo encerramento de algumas extensões no Município.

Recorde-se que a Câmara Municipal expressou também recentemente, em maio, a sua indignação pelo facto de a Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo não ter candidatado a fundos comunitários a intervenção na cantina da antiga Escola Primária de Alvalade, destino escolhido para albergar as novas instalações da Extensão de Saúde da Freguesia, que funciona atualmente na Casa do Povo local, sem condições mínimas para profissionais e utentes. Na altura, Álvaro Beijinha acusou a ARS e o Estado Português de “não ter consciência do problema que ali está” e reitera a opinião de que as instalações atuais “não têm condições mínimas para os profissionais de saúde que lá trabalham e também não têm condições mínimas para os utentes que lá recorrem a esses cuidados primários”.

Já em fevereiro deste ano, Álvaro Beijinha integrou uma comitiva da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral (CIMAL) que abordou estes temas com Paulo Macedo. O Presidente da CMSC volta agora a solicitar uma audiência com a máxima brevidade ao governante, atendendo ao agravamento da situação que se vive no Concelho e pela falta de respostas do Governo numa matéria tão delicada.

 

 

Fonte: CMSantiago do Cacém

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