Poucos dias depois da comemoração do Dia Mundial do Teatro, é com tremenda consternação e preocupação que o CDS-PP olha para os cortes aplicados pela Direção-Geral das Artes ao Festival de Almada.

Como é do conhecimento público, o Festival de Almada é um dos mais importantes festivais de teatro nacionais, que em julho deste ano deveria realizar a sua 35.ª edição.

O Festival de Almada foi fundado pelo saudoso Joaquim Benite, que deixou este legado à cidade, e ao país, bem como a todos os apreciadores do Teatro.

Com o corte de cerca de 110 mil euros/ano previsto pela tutela no âmbito do Programa de Apoio Sustentado para o quadriénio 2018-2021, valor que é muito significativo para a Companhia de Teatro de Almada, o diretor do Teatro Municipal Joaquim Benite, Rodrigo Francisco, está confrontado com a possibilidade de o festival não se realizar, de forma a não afetar a qualidade e a manutenção do certame.

“Numa área onde o Primeiro-Ministro tanto prometeu em alturas de campanha, não se compreende como as artes têm sido tão maltratadas pelo governo das esquerdas encostadas” afirma Sara Machado Gomes, presidente da Comissão Política Concelhia de Almada do CDS-PP.

“O Festival de Almada é, sem sombra de dúvida, um dos maiores eventos do Teatro não só nacional, mas arrisco mesmo a dizer mundial, sendo que a sua não realização devido aos cortes do Estado será uma tragédia, não grega, mas da pior tragédia portuguesa, aproveitando a linguagem temática”, acrescenta ainda Sara Machado Gomes.

Depois de o governo das esquerdas encostadas se vangloriar de que a retoma económica do país é estável e sólida, não faz sentido que se apliquem estes cortes num sector que contribui, em muito, para o incremento do Turismo local e da fruição do património material e imaterial do país.

O Festival de Almada é uma oportunidade que o concelho de Almada tem, todos os anos, para que haja mais visitantes na cidade, ajudando ao desenvolvimento da economia local, o que agora está em risco.

As várias manifestações levadas a cabo nos últimos dias por parte dos profissionais das artes, assim como a falta de um projeto credível por parte do governo para o desenvolvimento e incremento do sector em Portugal, leva a uma enorme desilusão por parte daqueles que acreditaram e viram esperanças no governo saído dos acordos entre Partido Socialista, Bloco de Esquerda e Partido Comunista Português.

“É preciso que a comunidade local em Almada se mobilize – partidos, forças vivas, autarquia, entre os demais –, para não deixar morrer o seu Festival que tanto orgulha a cidade de Almada, festival esse que também tem sessões na capital para que mais público possa tirar partido da sua qualidade”, conclui Sara Machado Gomes.

Até ao dia 13 de abril é possível que haja uma reversão no que respeita aos cortes, razão pela qual se pede a mobilização de todos junto da Direção-Geral das Artes, manifestando não só o desagrado pela sua posição, mas também pela possibilidade de o Festival de Almada não se realizar, pela primeira vez, ao fim de 34 anos de edições.

O CDS-PP de Almada entregará à Direção-Geral das Artes um documento explicando as razões pelas quais considera ser fundamental manter o Festival de Almada, manifestando assim a sua total solidariedade com a Companhia de Teatro de Almada, na pessoa do seu diretor, Rodrigo Francisco, contra a política de cortes da tutela.

 

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