Domingo, eu decido o meu Portugal na Europa!

 

Assim, chegamos a um ponto crucial de decisão de que Europa queremos e podemos ter. Infelizmente, acredito que nas eleições deste domingo, mais do que validar as orientações dos partidos nacionais para o Parlamento Europeu e a escolha dos seus actores, está em causa uma questão nacional: descobrir se os portugueses têm consciência do caminho que Portugal trilhou, porque o fez, qual o papel da Europa nele e sobretudo se queremos que as suas causas se repitam.

 

A União Europeia é, há algumas décadas, um pilar incontornável das definições mundiais. Desde o pontapé de saída em 1950, passando pelos vários Tratados e Acordos, diversos países, unidos no objectivo de assegurar a Segurança e Liberdade têm desenvolvido uma União no sentido de envolvência e participação profícua.

Com o evoluir dos tempos e das próprias instituições, tem-se recentrado os objectivos e sobretudo a estratégia da UE no desenvolvimento económico, elevação do nível de vida dos cidadãos e de um espaço económico e de mercado comum.

Assim, chegamos a um ponto crucial de decisão de que Europa queremos e podemos ter. Infelizmente, acredito que nas eleições deste domingo, mais do que validar as orientações dos partidos nacionais para o Parlamento Europeu e a escolha dos seus actores, está em causa uma questão nacional: descobrir se os portugueses têm consciência do caminho que Portugal trilhou, porque o fez, qual o papel da Europa nele e sobretudo se queremos que as suas causas se repitam.

Na questão nacional não tenho qualquer dúvida que quero uma liderança séria, competente, que decida pelo que acredita ser o melhor para os portugueses e não para as suas possibilidades eleitorais. Assumo que mantenho a esperança na capacidade da coligação de PSD/CDS liderada pelo Dr. Pedro Passos Coelho de reduzir a influência do Estado na economia e devolver mais poder de decisão aos portugueses.

Mas é pelas questões europeias que gostaria que a decisão de voto dos portugueses fosse tomada. E aí, apesar de a campanha não ter dado o devido enfoque, a lista e propostas da “Aliança Portugal” (coligação PSD/CDS) têm claramente uma credibilidade e adequação às necessidades de Portugal e da União Europeia acima da maioria das restantes.

Começando pelo manifesto eleitoral da “Aliança Portugal” destaco:

  • A contínua revisão, defesa e alargamento de um mercado comum, de concorrência livre e não falseada;
  • O reforço do Espaço Schengen que proteja e incentive a livre circulação de pessoas;
  • A justiça e necessidade de uma União Bancária que, num mercado verdadeiramente global, dilua os efeitos perversos referentes ao Estado Soberano em que as instituições bancárias estão sedeadas;
  • O reforço do princípio da subsidiariedade, que institui as limitações da intervenção da UE, apenas e só, se estiver em condições de agir de forma mais eficaz do que os Estados-Membros;
  • O respeito mas também a prudência, relativa ao valor da solidariedade que, impõe uma distribuição justa dos ganhos no processo de integração económica e que promove programas activos de coesão social, económica e territorial;
  • O combate à tendência de desresponsabilização dos Estados-Membros no que corre menos bem e da nacionalização dos benefícios derivados da integração na União. Tendência que falaciosamente promove o afastamento dos cidadãos do projecto europeu;
  • A aposta e enfoque em políticas que promovam a competitividade das empresas;
  • A ambição de que Portugal consiga liderar a agenda para a Economia Azul que permita retirar todo o potencial do sector marítimo;
  • Enfatizar a dimensão da Economia Social, aproveitando as sinergias económicas dando prioridade dada à inclusão, à protecção social e ao apoio humano;

 

Há, ainda, a questão de quem queremos a representar-nos na Europa e aí, se centrarmos na análise das candidaturas que maior preponderância terão no Parlamento Europeu (“Aliança Portugal” e Partido Socialista) observamos uma grande diferença.

A coligação repete o cabeça de lista – Dr. Paulo Rangel, pela influência e trabalho realizado no último mandato e aposta em competentes eurodeputados como José Manuel Fernandes e Carlos Coelho, na força política de Nuno Melo ou ainda na escolha de candidatos sectários para áreas importantes como o Emprego e Apoio Social, como por exemplo a Drª Mercês Borges e Drª Ana Clara Birrento– indicações pelo distrito de Setúbal.

Ao invés, o PS, aposta em Francisco Assis que passeou nos últimos 5 anos no Parlamento, em grande parte dos responsáveis pela governação irresponsável dos Governos Sócrates e ainda, como cereja no topo do bolo, coloca no lugar que o teu voto vai decidir – a ex-presidente da Câmara Municipal do Montijo – Maria Amélia Antunes, condenada por peculato e violação do dever de neutralidade e imparcialidade.

Os responsáveis pelos aumentos de impostos, pelos cortes nas pensões e as outras provações que estamos a passar têm de ser responsabilizados. Aqueles que forçaram um povo a endividar-se para além da sua capacidade, que prejudicaram o desenvolvimento do país para desenvolverem os seus interesses são os responsáveis pelas dificuldades que agora atravessamos.

Agora que se candidatam na lista do Partido Socialista ao Parlamento Europeu, eu sei que não são estas pessoas que quero a representar-me e a definir a estratégia para a União Europeia.

A JSD/Setúbal estará ao lado da coligação “Aliança Portugal” e dos seus candidatos para um mandato de construção europeia e de recuperação de Portugal.

No texto inicial do Tratado Europeu encontramos uma citação de Tucídides: “A nossa Constituição (…) chama-se “democracia” porque o poder está nas mãos, não de uma minoria, mas do maior número de cidadãos“. Não desperdices a democracia, o teu voto é o que te separa da irresponsabilidade!

 

Pedro Filipe Tomás

Presidente da Comissão Política Regional de Setúbal da Juventude Social-Democrata

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