Barreiro – Cidade Intercultural foi o tema proposto aos alunos do Concelho para a apresentação de projetos para a cidade. Na Assembleia Municipal de Jovens, que decorreu ontem, dia 20 de abril, na Biblioteca Municipal do Barreiro, os jovens “deputados” salientaram a multiculturalidade existente no Concelho do Barreiro e apresentaram sugestões de equipamentos e atividades que poderiam contribuir para o convívio e partilha entre pessoas de diferentes países ou culturas.

Equipamentos desportivos, uma piscina ao ar livre, salas de convívio ou clubes nas escolas onde se mostrasse a cultura e a gastronomia do mundo e um jardim botânico com características de cada País foram algumas das muitas sugestões apresentadas pelos alunos.

Algumas das turmas anunciaram a proposta de criação de um grande evento que mostrasse a cultura, gastronomia e moda características das comunidades imigrantes residentes no Concelho do Barreiro. A Vereadora Regina Janeiro, responsável pela área sociocultural (na Assembleia de Jovens, na qualidade de Presidente da Assembleia), explicou que esta atividade já existe, desenvolvida pela Câmara Municipal do Barreiro, pela Associações RUMO e pelas associações de imigrantes. Trata-se do Festival Encontros que “pelo sucesso que teve este ano, prevê-se que seja um projeto que vai crescer muito mais”. Foi sugerido aos alunos que, nas próximas edições possam contribuir com sugestões de atividades para o Festival, de modo a dar-lhe uma dimensão ainda maior.

O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto de Carvalho, sublinhou a criatividade das propostas apresentadas pelos alunos. Salientou que o Barreiro tem de ser mais multicultural, tal como a escola e o Mundo devem ser, também, locais de multiculturalidade. “A multiculturalidade é um bem. Temos de aprender com as pessoas dos outros países porque isso enriquece-nos”, referiu o Autarca. Carlos Humberto de Carvalho alertou os alunos para o ‘drama’ da imigração ilegal. “As pessoas não deviam ser obrigadas a imigrar porque não têm condições de vida na sua terra”, referiu, salientando que é necessário contrariar algumas tendências, na Europa, racistas, xenófobas, “contrárias à liberdade e à democracia”.

Por seu lado, a Vice-Presidente Sofia Martins, responsável pelas obras municipais, incentivou os alunos a continuarem a trabalhar este tema, “sejam criativos, promovam na escola projetos que permitam a integração dos outros. Peço-vos que sejam pessoas que façam a diferença”.

A Vereadora Regina Janeiro encerrou a Assembleia a incitar os alunos a perguntar, a sugerir, a criticar. “Têm a ‘obrigação’ de ajudar a fazer um Concelho melhor”.

Neste projeto participaram mais de 100 alunos das escolas básicas D. Luís Mendonça Furtado (turma 6º C) e Padre Abílio Mendes (5º C e 8º E), e secundárias Augusto Cabrita (10º D) e Santo António (5º C, 7º A, 11º A E 12º B).

Os alunos foram desafiados a pensar no seu Concelho como um espaço geográfico com uma grande diversidade de gentes e culturas e em como essa diversidade pode ser impulsionadora de vontades e de interligações entre pessoas.

A Assembleia Municipal de Jovens, onde foram apresentados os projetos, é o culminar de um projeto que se divide em três fases, sendo que a primeira teve lugar de 9 a 20 de março. Nesta fase foi efetuada uma apresentação com o objetivo de transmitir informação sobre o que é o Poder Local, quais as suas competências e a sua organização. A segunda fase teve lugar de 6 de abril a  14 maio,  e foi destinada à execução do trabalho por parte dos alunos.

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