A convite da Associação Portuguesa de Produtores de Flores Naturais (APPFN), a ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, visitou as empresas Florineve e Florisul, para conhecer este setor económico que é uma das principais atividades empresariais do concelho do Montijo.

“Quisemos mostrar a força que o setor tem e pode vir a ter na economia regional e nacional, inclusive ao nível da exportação. Em dois anos reduzimos as importações de flores em 20% e aumentámos as exportações em 10%”, realçou Victor Araújo, vice-presidente da AFFPN e proprietário da Florineve.

Durante cerca de duas horas, Assunção Cristas e o presidente da autarquia do Montijo, Nuno Canta, constataram o dinamismo do setor, a forma de produção, a capacidade de inovação e, também, alguns dos condicionalismos que afetam o crescimento da atividade.

Para Victor Araújo, é necessário uma “clarificação da legislação, uma orientação a nível nacional que possibilite a resolução da questão do licenciamento de estufas que diverge de município para município”.

A este propósito, o presidente Nuno Canta salientou a alteração ao Plano Diretor Municipal do Montijo que está a ser promovida pelo município “de forma a “aumentar a taxa de ocupação do solo permitida para as estufas”. “Existindo leis, devidamente, claras, a autarquia continuará empenhada em ser um parceiro ativo dos floricultores do concelho e na resolução dos seus problemas”, acentuou o autarca.

Recorde-se que, a região do Montijo é a maior produtora de gerberas da Península Ibérica e responsável por 60% da produção nacional de flores em estufa. A região tem mais de 30 empresas dedicadas à produção e comércio de flores e gera mais de 1000 postos de trabalho diretos.

 

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