Os autarcas do PSD do Montijo rejeitam a proposta apresentada pela CDU para a criação da área de Reabilitação Urbana, por entenderem que “os comunistas têm um histórico de degradação urbana com evidentes consequências na qualidade de vida na maioria das cidades onde é poder, como são os casos do Barreiro, Seixal, Moita, Setúbal e Palmela”.

Os social-democratas explicam que nestes concelhos, a gestão de 40 anos da CDU “contribui para a degradação da paisagem urbana, diminuição da qualidade de vida e consequente aumento dos índices de criminalidade e exclusão social”, dando como exemplos o Bairro da Bela Vista, em Setúbal, e o Vale da Amoreira, na Moita.

“É irónico que o atual vereador da CDU na Câmara do Montijo, Carlos Almeida, que foi autarca em Setúbal contribuiu, ele próprio, ativamente nas políticas de degradação desta cidade que outrora foi tão bela”, acrescentam.

Os autarcas do PSD afirmam que não irão permitir que a CDU importe para o Montijo “conceitos e valores que no essencial estão contra as pessoas” tendo votado contra a proposta de Reabilitação Urbana apresentada pelos vereadores comunistas.

“A CDU incapaz de gerar consensos apresentou uma proposta não só má como revelou ser incapaz de estabelecer pontes e defender os interesses dos Montijenses, apenas quis fazer um número vistoso de circo político”, sublinham.

Os social-democratas lembram que sempre defenderam a reabilitação do centro histórico do Montijo com especial enfâse “na recuperação do comércio e o regresso das famílias ao centro da cidade”.

“Há que estabelecer prioridade, pois os escassos recursos da autarquia não chegarão para tudo”, referem.

Os autarcas do PSD dizem ainda que a gestão de 17 anos do PS apostou nas construções novas, tendo abandonado a reabilitação dos históricos casarios Montijenses.

“Apesar de considerarmos que a proposta do executivo socialista apresenta vários erros, tudo faremos para a valorizar e melhorar. Apostaremos prioritariamente na recuperação do centro histórico, na redução das taxas de construção, na descida da taxa do IMI, na requalificação da qualidade de construção e eficácia energética dos edifícios e no reagendamento da localização dos barcos do Montijo”, concluem.