A construção de um nó de acesso à A2 nos Foros de Amora é uma reivindicação da Câmara Municipal do Seixal e da população do concelho com mais de 20 anos. Importa referir que a A2 é uma autoestrada sob gestão das Infraestruturas de Portugal, SA, e concessionada à Brisa, em que a competência para a execução desta obra é da responsabilidade destas entidades, por concessão do Estado Português.

 

Atendendo a que o troço da A2 entre os nós de Almada e o Fogueteiro serve uma população que ultrapassa os 350.000 habitantes e que diariamente nas horas de ponta congestionam esta infraestrutura e os respetivos nós de acesso, induzindo perturbações que afetam a circulação rodoviária nos concelhos de Almada e Seixal, torna-se urgente que se construa um novo acesso à A2, que permita uma melhor gestão e repartição do tráfego. Desta forma, o presidente da Câmara Municipal do Seixal e a população irão concentrar-se no dia 20 de junho, terça-feira, às 12 horas, junto à estrada do Complexo Municipal de Atletismo Carla Sacramento, local indicado para a construção deste nó, como forma de reivindicar a construção desta infraestrutura.

 

Esta extensão da A2 que liga o Fogueteiro a Lisboa tem 12 quilómetros, existindo apenas dois acessos à mesma – um no Fogueteiro, concelho do Seixal e outro no Centro Sul, concelho de Almada – que são utilizados por cerca de 100 mil pessoas todos os dias. É por este motivo que a autarquia e a população consideram que a execução de um acesso intermédio contribuiria eficazmente para melhorar a mobilidade dos referidos concelhos.

 

As mais-valias desta proposta foram confirmadas pelas Estradas de Portugal, SA em 2007, hoje Infraestruturas de Portugal, altura em que a autarquia lhe apresentou a mesma, associada à possibilidade de estabelecimento de ligações transversais às mais importantes infraestruturas rodoviárias executadas e previstas na AML-SUL, tendo esta solicitado à Brisa o estudo prévio deste nó para 2008. Com a reconfiguração institucional da EP, SA, o então criado Instituto Nacional de Infraestruturas Rodoviárias (INIR) não evoluiu com o estudo prévio.

 

Os acessos existentes são exatamente os mesmos desde 1966, altura da sua construção. Um no Fogueteiro e outro em Almada. Desde essa altura, a população residente no concelho aumentou substancialmente, pelo que estes acessos já não servem as necessidades da população.

 

Apesar desta insistência e das justificações técnicas apresentadas, as instituições com competências na gestão da A2 nada têm feito, recusando sucessivamente a construção deste nó.

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