Por ocasião do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, a que a Baía do Tejo se associa novamente este ano com o seu Museu Industrial, foi hoje inaugurada a exposição temporária “Desporto, Um Património Comum no Complexo Industrial do Barreiro. O Grupo Desportivo da CUF”.

A exposição vem relembrar o papel e a presença marcante que o desporto assumiu na vida da cidade do Barreiro e do complexo industrial, principalmente a partir de 1937, data de criação do Grupo Desportivo da CUF.

Sérgio Saraiva, Administrador da Baía do Tejo, destacou a importância desta exposição para tornar o museu duma perspectiva mais humana, que traga o papel que os homens e as mulheres que compuseram este grande universo desde o inicio do século passado até ao dia de hoje. Realçando a importância que o desporto, nomeadamente o Grupo Desportivo da CUF e os seus atletas, tiveram na vida dos trabalhadores da CUF e no Barreiro, onde se destacaram nomes como José do Carmo Palma, na modalidade de Futebol, José Belchior Picoito, no Ténis, e Carlos Oliveira Bóia, que se destacou no Remo, modalidade em que chegou ao patamar olímpico, entre outros, nomes que estão relembrados nesta exposição.

António Amado, Presidente do GD Fabril, felicitou a Baía do Tejo por esta iniciativa, relembrado que “quem esquece o passado, não consegue projectar o futuro”, ainda mais quando o passado deixa conforto e memórias positivas, considerando que esta exposição trata de relembrar e trazer à memória esses momentos, felicitando a Baía do Tejo por realizar este evento, congratulando-se com o facto de no Barreiro haver pessoas que se preocupam com as origens, o passado e como o Barreiro cresceu com a força do trabalho de muitos homens e mulheres.

Regina Janeiro, Vereadora para o Desporto da Câmara Municipal do Barreiro , agradeceu o convite da Baía do Tejo para colaborar nesta exposição e realçou a relação de confiança que existe entre a Câmara do Barreiro e a Baía do Tejo, e as sinergias que estas duas instituições tem ao longo do tempo usufruído para abrir um espaço que outrora estava fechado à população e que aos poucos foi-se abrindo à cidade e aos barreirenses, nomeadamente com a criação do Espaço Memoria gerido pela Câmara do Barreiro o Museu Industrial gerido pela Baía do Tejo, fazendo com que a população aceda a esta zona da cidade.
No final, Carlos Oliveira “Bóia”, referiu que nasceu no posto médico da CUF, que foi um dos maiores atletas do clube, sentido também saudades do ambiente social e desportivo que se vivia naquela época, e que fica marcado na história do Barreiro. Fazendo ainda questão de presentear a Baía do Tejo com um dos seus SKIFF, para que este faça parte do espólio daquele museu, como forma de agradecimento desta homenagem.

Partilhe esta notícia