Um conjunto considerável de referências do edificado do Parque da Baía do Tejo no Barreiro foram agora reconhecidos pela DGPC como Conjunto de Interesse Público.
Os edifícios remontam ao período do complexo Industrial CUF, instalado no Barreiro a partir de 1907 e, de acordo com a portaria nº 615 2020,  de reconhecimento de interesse público, publicada em Diário da República, o território, agora gerido pela Baía do Tejo, “mantém ainda hoje arquitecturas autênticas e de relevante valor histórico e cultural e social, testemunhando diversas fases da produção e da laboração de um dos maiores complexos industriais europeus e dos mais significativos enquanto património industrial português”.

A Baía do Tejo recebe com agrado esta distinção que acredita valorizar ainda mais o Parque Empresarial do Barreiro.Toda a estratégia da empresa nos últimos anos teve como referência o ADN do território e os valores de empreendedorismo que o mesmo desenvolveu desde há muito.
A valorização do património tem sido uma constante na ação dos últimos anos empreendida pela Baía do Tejo. Exemplos disso são o investimento na recuperação do edificado e a “nova Rua da União” que veio ligar essa parte do Parque Empresarial ao centro do Barreiro.
A valorização do património existente e do parque no seu todo, são fatores que o conselho de administração da Baía do Tejo acredita que tornam o Parque Empresarial do Barreiro mais atrativo para os atuais clientes e para as novas empresas que continuam a chegar.
Este reconhecimento do património cultural do parque da Baía do Tejo vem também ao encontro da estratégia de diversificação na atração de clientes que a Baía do Tejo tem feito para as áreas das indústrias criativas e do conhecimento.


O parque, que recebe cada vez mais com eventos culturais (performances, exposições, debates) promovidos pela Baía do Tejo ou por terceiros, conta já com cerca de uma dúzia de empresas das áreas criativas como o Coletivo SPA, o PADA Studios, a produtora Hey Pachuco ou o estúdio do artista Vhils, assim como com uma série de arquivos de referência e de grande importância a nível nacional, como o são os arquivos dos Portos de Lisboa, Setúbal e Sesimbra, a Ephemera, de Pacheco Pereira, o Espaço Memória da Câmara Municipal do Barreiro e o arquivo da Fundação Amélia de Mello, entre outros.
Entre os vários conjuntos com interesse público reconhecidos encontram-se o Museu industrial Baía do Tejo, que nos últimos 10 anos recebeu mais de 17000 visitas, a Casa Museu Alfredo da Silva, para o qual a DGPC já aprovou uma intervenção que vai permitir ao público visitar e conhecer a história do  território industrial, assim como todo o Bairro Operário de Santa Bárbara, com a sua icónica Torre do Relógio e o  imponente Mausoléu de Alfredo da Silva.


Declarações do CA da Baía do Tejo:
Sérgio Saraiva, do Conselho de Administração da Baía do Tejo, considera que esta
classificação “é o reconhecimento da identidade e da qualidade arquitectónica dos edifícios que fazem parte deste legado do antigo complexo fabril, que é hoje gerido pela empresa, para garantir a salvaguarda de alguns espaços que DGPC e também a Baía do Tejo consideram relevantes”.
O Conselho de Administração da Baía do Tejo reconhece ainda que “a classificação está em linha com o que tem sido a estratégia da empresa em relação aos
vários edifícios, alguns deles a serem utilizados actualmente por clientes,
pelo que tem havido um investimento por parte da Baía do Tejo na
reabilitação dos imóveis, numa perspectiva de garantir a sua integridade,
mas também de valorizá-los para a actividade económica e outras funções”

“A notoriedade trazida pelo reconhecimento traz um carácter ainda mais distintivo ao parque que aposta na promoção e na diversificação de fontes de atração de investimento. E é importante a continuada atracção da actividade económica, pois permite a reabilitação dos edifícios e manter o pulsar económico neste território onde estão instaladas 240 empresas, que mantém a sua identidade com ações muito variadas, o que é essencial para trazer vida a esta zona, numa perspectiva de abertura à cidade”.
“Exemplo desse trabalho é a nova Rua da União, espaço público de circulação e lazer, entregue à cidade, limitado por um painel de grandes dimensões do artista Vhils, que é hoje um polo de atração da cidade do Barreiro . Elementos marcantes e caracterizadores desta nova fase do Parque Empresarial da Baía do Tejo no Barreiro”.