O Barreiro é o território que reúne melhores condições para receber o novo terminal de contentores, refere a proposta de definição do âmbito do Estudo de Impacte Ambiental hoje divulgada.

O documento explica que numa análise às três vertentes, ambiente, operação e os impactos urbanos, o Barreiro é a melhor solução, em comparação com a Trafaria, referindo que foram estudadas e analisadas ao longo dos anos localizações como a zona de Caxias/Dafundo, a zona de Algés na margem Norte, uma área no leito de rio, na zona do Mar da Palha, e na margem Sul Trafaria, Ponta do Corvos (Seixal), Península do Montijo e Barreiro.

“No cenário Trafaria constata-se que a infraestrutura necessita de um molhe de proteção, uma vez que a zona é exposta a agitação marítima significativa e é uma área que possui um aglomerado populacional adjacente à plataforma portuária, apresentando constrangimentos ambientais a nível das acessibilidades terrestres”, refere o documento elaborado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

Ao invés, a opção Barreiro já tem estudos efetuados no âmbito da então projetada Terceira Travessia do Tejo (TTT) e da deslocalização da infraestrutura portuária Tanquipor, configurando uma plataforma a inserir num contexto portuário já existente na área.

“Não necessita de molhe de proteção, a analisar em fase de estudo prévio. Quando avaliados os critérios quantitativos, o investimento no terminal é bastante equivalente nos dois cenários, embora mais favorável na Trafaria. Contudo, quando avaliado o investimento nas acessibilidades terrestres, a opção Barreiro torna-se mais favorável”, acentua a proposta, reiterando que serão, ainda assim, necessárias novas acessibilidades ferroviárias e rodoviárias e alargar estradas existentes, de modo a assegurar o eficiente escoamento da carga contentorizada.

A zona em estudo para a localização do novo terminal de contentores no Barreiro é o território da Baía do Tejo, empresa do universo Parpública, que tem a seu cargo a gestão dos Parques Empresariais Baía do Tejo, localizados no Barreiro, Seixal e Estarreja.

Em relação aos critérios económicos, o documento salienta que no Barreiro existe disponibilidade de uma área de cerca de 350 hectares – que correspondem a mais de 10 por cento do território do município do Barreiro – para expansão logística e industrial, o que não acontece no cenário Trafaria, onde não existe qualquer disponibilidade de área de expansão.

“A possibilidade de estabelecer uma nova zona portuária e industrial nestes terrenos poderá contribuir para a revitalização do tecido económico, para a rentabilidade do espaço, para a reconversão de áreas industriais degradadas e para a redução do passivo ambiental”, sublinha.

“Concluiu-se assim, que o cenário Barreiro é o que apresenta, numa primeira análise comparativa, condições mais favoráveis à localização do novo terminal de contentores de Lisboa, nos âmbitos ambiental, operacional e de impacto direto na economia”, destaca o documento.

A proposta de definição do âmbito do Estudo de Impacte Ambiental vai estar em consulta pública até ao dia 19 de dezembro.

Os resultados do estudo surgem depois de o presidente do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), João Carvalho, em visita ao Barreiro, ter vincado que a cidade tem “condições excecionais” para receber o novo terminal de contentores.

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