Onde hoje há uma artéria velha e apertada, a partir de Janeiro irá nascer uma ampla avenida repleta de zonas verdes e espaços públicos.

O projecto de requalificação da Rua da União, que colmata uma falha há muito sentida nesta área de grande concentração de empresas industriais, tem um prazo de execução de seis a nove meses e vai ter um investimento total de 1.2 milhões de euros, suportado pela Baía do Tejo, empresa do universo da Parpública que gere os territórios da antiga Quimiparque, no Barreiro.

As obras incluem a criação de uma nova portaria, zonas verdes, novos espaços para usufruto público e estacionamentos; a requalificação do antigo posto da Guarda Nacional Republicana e da antiga residência de Alfredo da Silva, actual Museu Alfredo da Silva; a
relocalização de duas paragens dos Transportes Colectivos do Barreiro e a construção de uma grande alameda. Esta ligação entre o coração do Barreiro e a zona industrial permite ainda andar a pé, correr ou andar de bicicleta de forma segura e desafogada.

Carlos Humberto de Carvalho, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, gerida pela CDU, sublinhou que esta é uma intervenção “importante, interessante e positiva que permite abrir o parque industrial à cidade”.

O edil frisou que, posteriormente, o município vai criar uma ligação viária entre o Largo Alexandre Herculano, conhecido por Largo das Obras, e a rotunda Norte\Fórum Barreiro, junto à estátua da autoria do artista Malangatana, no centro da cidade.

Sérgio Saraiva, administrador da Baía do Tejo, explicou que o nome da rua que será requalificada a partir de Janeiro é efectivamente “um nome historicamente feliz”, uma vez que “remete para a antiga União Fabril, para a União entre a freguesia do Lavradio e do Barreiro e, no sentido lato, entre o parque industrial e a cidade”, assegurando que o projecto insere-se na dupla missão da empresa: gestão dos parques empresariais e a  requalificação ambiental e urbana dos territórios do Arco Ribeirinho Sul.

No ano transacto foram demolidos 8 mil metros quadrados de edifícios obsoletos na zona industrial. No âmbito da intervenção da Rua da União serão demolidos vários edifícios, designadamente a antiga sede da Quimiparque, o antigo Posto Médico da CUF e os muros que emparedavam a Rua da União.

Sobre a demolição do antigo Posto Médico, o administrador admitiu que percebe o movimento de opinião que defende a preservação do edifício devido à sua carga histórica, mas que pesados os prós e os contras a administração optou pela “solução que significa um ganho substancial para a cidade”. “A manutenção do edifício iria ainda estrangular a intervenção artística de relevo nas rampas do sobe e desce, que será brevemente anunciada”, acrescentou.

Sobre os passivos ambientais, o responsável da empresa do universo da Parpública explicou que nos últimos anos foram investidos quatro milhões de euros no concelho do Barreiro, acrescentando que a Baía do Tejo está a preparar candidaturas no valor de 13 milhões de euros.

Em relação à gestão da empresa, o administrador revelou ainda que houve um aumento significativo da actividade económica, designadamente do número de clientes instalados.