Segundo dados oficiais divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a economia nacional apresentou, no primeiro trimestre deste Ano, um crescimento a rondar os 2,8% face ao mesmo período do ano passado. Aliás, diga-se de passagem que a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto, em Portugal, foi a sexta mais alta no conjunto dos 19 membros da União, segundo o Eurostat. De acordo com o INE, este desempenho trimestral é o mais positivo dos últimos 10 anos, e para tal em muito contribuiu o aumento da procura externa líquida, ou seja, incremento das exportações e menos importações. O aumento da procura interna, por via da desaceleração do consumo privado e aumento do investimento também têm dado o seu contributo para o clima favorável que vive a economia nacional. Nos tempos que correm, os números são fabulosos, ainda que a imaculada sabedoria popular aconselha à cautelas necessárias, para que não se lancem demasiados foguetes. É sabido que o Turismo é dos sectores que mais contribuiu para que Portugal saísse da crise. Mas a par do Turismo está também o sector das actividades imobiliárias. E nem o “maçudo” relatório do INE e muito menos o “calhamaço” do relatório do Eurostat, deram devido destaque àquele sector. Por vezes, o sector imobiliário se assemelha a uma “ovelha cinzenta” – bastante acusado quando as coisas não vão bem e pouco enaltecido quando contribui para o bem de todos. Diga-se, o sector imobiliário tem contribuindo imenso para o crescimento económico, nomeadamente pela criação de emprego – desde o ano passado o emprego no sector registou aumentos na ordem dos 46% e pelos investimentos internos e externos. Os estrangeiros têm vindo a (re)descobrir que Portugal não tem nada que ver com a imagem de um País “saloio e cinzento” que vêm em filmes, daí o aumento do turismo residencial – quem não se lembra da “Rainha da Pop” a desfilar por Lisboa e Seixal a procura de casa para viver?! Os estrangeiros olham para Portugal como um “porto seguro” – seguro para se viver, educar os filhos e para se investir, se for o caso. Logo, para que outros não sejam “desviados” à outras paragens, oxalá que a tutela crie objectivamente mecanismos que facilitem a atribuição de Autorização de Residência para Actividades de Investimento (vulgo, Vistos Gold) e altere de uma vez por todas o Regime Fiscal para residentes não habituais, quanto a tributação sobre os rendimentos de cidadãos que venham cá investir ao abrigo daquele mecanismo.

Durante esta Semana, vimos sair do FC Porto Nuno Espírito Santo. Despediu-se exausto e revoltado. Alguns disseram que partiu bastante infeliz e tenso. A mesma infelicidade e tensão com que partiram Lopetegui, Paulo Fonseca e José Peseiro. Mencionei todos? Foram experimentadas várias soluções mas nenhuma delas devolveu a glória e a identidade ao “dragão”, nos últimos quatro anos. Está mais que visto que com este “regime”, os “azuis e brancos” não tocam no “caneco” tão cedo. Lá se vão os tempos em que Pinto da Costa defendia-se no cargo com a permanência do “seu” treinador. Hoje Pinto da Costa manda embora os treinadores para se defender no cargo. Não custa nada admitir, o presidente portista levou o nome da Cidade e do Clube ao “céu”… Mas a forma como teima em achar-se que é solução tem lavado o Clube às portas do inferno. Por tudo que deu ao Clube e o Clube a si, deveria “pendurar” a gravata e dar lugar a “sangue novo”. Sábado, jogou-se mais uma Final da “Prova Rainha” do nosso calendário futebolístico – o “Caneco” de Portugal. Para não variar, o ambiente esteve uma vez mais a altura de um jogo daquela dimensão. Bancadas repletas, três equipas fantásticas no relvado e nem a “hipotética polémica” com a introdução do vídeo-árbitro tirou brilho a festa no fantástico Estádio Nacional do Jamor. Ao Tetra campeonato, o Sport Lisboa e Benfica juntou a vitória na Taça de Portugal conquistando assim a “dobradinha”, fechando com “chave de ouro” 2016/17.

Nota 1: Por tudo que fez esta época e pela forma que encarou a Final da Taça – jogando “olhos nos olhos” com o Benfica, o Vitória de Guimarães foi um digno vencido. Não me vou esquecer tão cedo da monumental ovação com que os adeptos “brindaram” os jogadores e equipa técnica, na hora de subir a tribuna. Este Vitória SC tem futuro! Será o próximo quarto “grande”? O tempo dirá! Nota 2: Aproxima-se o defeso e com ele as notícias do entra e sai de jogadores. Muitas destas notícias, já sabemos, servem apenas para nos distrair. Do Benfica ao Sporting, passando pelo FC Porto já sabemos que alguns atletas irão sair. Espero que os que saírem, tenham pelo menos o sucesso que tiveram aqui e os que cá chegarem acrescentem valor ao nosso campeonato, ajudando a torná-lo cada vez mais visível e apetecível. Até já, 2017/18. Nota 3: Goste-se ou não do seu estilo, José Mourinho mostrou uma vez mais porque é um dos melhores treinadores do mundo. Onde chega, ganha sempre! “Mou” faz da força mental a sua grande “arma” contra os adversários. O setubalense contínua fiel ao seu estilo – rigoroso e implacável nos pormenores. O “seu” “Mourinho United” ainda não joga para ganhar a Premier, mas já joga o suficiente para vencer a Liga Europa.

Até pra Semana, caros leitores! Assina: Manuel Mendes Gestor Imobiliário PS (Post Scriptum): Manuel Mendes opta por escrever na antiga ortografia da língua portuguesa.

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