O candidato do PSD à Câmara Municipal do Barreiro, Bruno Vitorino, apresentou este sábado o primeiro eixo de uma estratégia que visa dotar o Barreiro de pólos de atratividade para poder captar visitantes nacionais e estrangeiros.

De acordo com um estudo recente, Portugal City Brand Ranking 2017, o Barreiro ocupava a 17ª posição dos 18 concelhos da Área Metropolitana de Lisboa (AML), como cidade para visitar.

“Não é aceitável que dos 18 municípios da AML, só três é que não tenham nenhuma dormida registada em unidades hoteleiras, sendo o Barreiro um deles. Estes dois indicadores demonstram claramente que o concelho tem estado de costas voltadas para o turismo, contrariando sempre o potencial que todos lhe reconhecem”, afirma.

Perante estes números, Bruno Vitorino questiona. “Lisboa atrai milhões turistas por ano e o Barreiro zero? Porquê? O Barreiro contabiliza zero dormidas, quando está apenas a 20 minutos de barco e a 5 euros de distância”.

Coloca-se a questão, como atrair visitantes para o Barreiro? Bruno Vitorino dá a resposta.

“Temos um potencial que nos diferencia. A nossa identidade, o nosso passado, a geografia que nos liga aos dois rios. São fatores potenciadores e diferenciadores, que podem atrair portugueses e estrangeiros”, aponta.

Contudo, o social-democrata considera que não é possível apostar no turismo, sem apostar nos fatores que dão qualidade de vida à população de um concelho.

“Espaço urbano limpo e recuperado, segurança, atividades culturais e desportivas, equipamentos municipais. A aposta na qualidade de vida dos barreirenses torna também o concelho mais atrativo e apetecível para aqueles que nos querem visitar”, defende.

Bruno Vitorino diz que” tem de haver uma estratégia clara. As ações não podem ser casuísticas e avulsas”.

Para isso propõe quatro eixos principais para zonas visitáveis/atrativas ao turismo, sendo que o primeiro eixo, onde foi feita a visita, incide sobre a zona ribeirinha, desde o terminal fluvial, passando Alburrica, Quinta do Braancamp, Avenida da Praia, até ao centro da cidade.

“A recuperação do património histórico-cultural como os moinhos de maré e vento, as oficinas da EMEF e a antiga estação fluvial, permitem reforçar a identidade barreirense, não deixando morrer o nosso passado, e transforma-los em polos atrativos para quem nos visita”, acrescenta.

O candidato autárquico, propõe que a antiga estação do Barreiro teria de funcionar como um Welcome Center do Barreiro, que teria um posto de turismo, onde seria entregue um guia da cidade que promoveria a restauração o comércio local. Teria também um Barreiro Story Center, uma zona de restauração e esplanadas e a instalação de uma pequena unidade hoteleira, podendo ser dirigida a estudantes ou ao público em geral, que poderia ter daqui o ponto de partida para Lisboa.

A zona coberta do antigo terminal ferroviário poderá ser transformado num espaço polivalente para eventos, mas mantendo a linha arquitetónica que o caracteriza, enquanto as embarcações turísticas teriam a sua partida da Avenida dos Sapadores.

“As antigas oficinas da EMEF, e pelo menos um moinho de vento e de maré teriam de ser recuperados como ligação ao nosso passado, mas também com importância ao nível pedagógico, explicando a sua função original”, realça.

Bruno Vitorino já propôs em tempos a colocação de um pequeno posto de turismo em Lisboa, para fazer a captação de visitantes.

“Esse equipamento, bem como a promoção do Barreiro como destino junto de operadores turísticos terá ser o objetivo final de toda uma estratégia. Se começarmos a promover o nosso espaço, sem criarmos primeiramente as condições necessárias para que os visitantes se sintam confortáveis e em segurança, é matar todo este projeto logo à partida”, alerta.

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