O vereador responsável pela Reserva Natural Local do Sapal do Rio Coina e da Mata da Machada, Bruno Vitorino, garante que o combate às espécies invasoras vai continuar, apesar do financiamento do projeto LIFE Biodiscoveries ir terminar em julho de 2020.

Este projeto, desenvolvido pela Câmara Municipal do Barreiro, tem como objetivo promover, através de ações de voluntariado, o controlo de espécies invasoras que podem colocar em causa as outras espécies já existentes na Mata da Machada, afetando a biodiversidade deste espaço.

Apesar de no futuro os meios financeiros serem menores, estas ações vão ter continuidade, devido à ligação que milhares de pessoas já têm com este projeto.

“A política tem sido continuar, nunca desistir, ultrapassar os obstáculos. Conseguir o envolvimento das pessoas, das entidades e das empresas”, sublinha Bruno Vitorino.

O vereador pretende que toda esta zona não seja um espaço fechado, mas sim que possa ser usufruído e preservado por todos os que a visitem.

“Atualmente, mais de 50 por cento da população do Barreiro já conhece a Mata, quando há cerca de 15 anos atrás este número era de 10 por cento”, afirma.

O combate às espécies invasoras serviu para reforçar esses laços, tendo o trabalho sido desenvolvido ao nível das escolas, empresas, instituições, agrupamentos de escuteiros.

No seminário Biodiscoveries “E depois do adeus?”, que decorreu este sábado na Mata da Machada, foram oradores Filipe Teixeira (Fundação Mata do Bussaco), Bruno Martins (projeto RIAS), Ana Mendes (Instituto Superior de Agronomia/Universidade de Évora) e Elisabete Marchante (Centro de Ecologia Funcional).

O coordenador do LIFE Biodiscoveries, Henrique Pereira dos Santos, realça que o objetivo do projeto, iniciado em 2014, foi cativar as pessoas para adotar talhões, pelos quais ficavam responsáveis, considerando que uma das maiores dificuldades tem sido a de manter a motivação das pessoas.

Nestes 5 anos, já estiveram envolvidos nas ações do projeto perto de 8 mil voluntários, que contribuíram de forma decisiva para erradicar praticamente o chorão-da-praia, e para reduzir em quase 50% a presença de acácias na Mata da Machada.

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