O deputado da Assembleia da República e vereador da CM do Barreiro, Bruno Vitorino visitou esta semana o novo Centro de Saúde de Santo António da Charneca e a Escola Alfredo da Silva, com o objetivo de inteirar-se sobre o funcionamento, atual, das duas instituições barreirenses.

Na visita à USF de Santo António, o deputado do PSD, Bruno Vitorino, foi informado pelo diretor dos Agrupamentos de Centros de Saúde Arco Ribeirinho de que existem menos de 4 mil utentes sem médico de família no concelho do Barreiro. Para o vereador, este é “um valor histórico”, quando comparado com os mais de 14 mil utentes sem médico de família que se registavam há uns anos atrás.

“Este é sem dúvida um número que muito nos satisfaz, pois estão a ser dadas respostas para diminuir o número de pessoas sem médico de família. Esta é mais uma prova que é dada pelos profissionais de saúde àqueles que passam a vida constantemente a denegrir o que é feito nos Centros de Saúde e nos Hospitais”, sublinhou, lembrando as várias propostas da sua autoria para a realização desta obra, quer enquanto autarca na freguesia, quer já como deputado em anteriores legislaturas.

“Apesar de a obra ter estado no programa de investimento do Estado, a mesmo acabou por ser retirada pelo governo socialista”, explicando que “após vários anos em que o projeto esteve suspenso, foi novamente com o Governo do PSD que esta obra foi outra vez encarada como prioridade, e finalmente concluída”.

O vereador recordou que ainda faltam terminar os arranjos de toda a zona envolvente ao Centro de Saúde, algo que espera uma solução por parte da Administração Regional de Saúde.

“É importante que a ARS decida o mais depressa possível esta questão, até porque a Câmara Municipal do Barreiro tem-se manifestado disponível para encontrar uma solução conjunta”, realçou, esperando ainda que a Junta de Freguesia de Santo António da Charneca possa também construir uma rampa de acesso a cadeiras de rodas ao edifício do Centro de Saúde, algo que representa apenas uma intervenção “bastante simples”.

Segurança e saúde versus calendário escolar

Bruno Vitorino e Vítor Nunes, deputado do PSD na Assembleia Municipal do Barreiro, encontraram-se, esta terça-feira, com a diretora do Agrupamento de Escolas de Alfredo da Silva, Ana Paula Costa que explicou o motivo do atraso no início do ano letivo.

De acordo com Ana Paula Costa, a responsabilidade do atraso de uma semana no início das aulas “não deve ser imputada a ninguém, à exceção das condições meteorológicas”, uma vez que era “impossível prever que iria chover, sobretudo com aquela intensidade, no início de setembro quando estavam a ser removidas as placas de fibrocimento do telhado”. A chuva provocou uma “grave infiltração nas salas” e a escola contatou, consequentemente, o Delegado Regional, uma Engenheira do Ministério e a Delegação de Saúde e “as três entidades corroboraram, por uma questão de segurança e de saúde, que a escola não deveria abrir as portas até a situação estar, efetivamente, resolvida”.

Ao final de uma semana, a diretora da escola encontrou, em conjunto com os restantes membros da comunidade letiva, uma solução provisória que possibilitou a abertura da escola, evitando deste modo que os alunos fossem prejudicados no percurso escolar pelo atraso, sobretudo os que têm exames no calendário. “A parte intervencionada foi, sobretudo, os laboratórios de Biologia, por isso decidimos transferir, temporariamente, o material para outras salas até a intervenção estar concluída”, explicou Ana Paula Costa.

O vereador Bruno Vitorino referiu que “apoia integralmente a decisão da escola”, sublinhando que “o mais importante é realçar que foi resolvido o problema do fibrocimento o que irá, certamente, descansar psicologicamente os pais dos alunos”.

Questionada pelo deputado social-democrata sobre a colocação de professores, a diretora explicou que o Agrupamento de Escolas de Alfredo da Silva tem um quadro de docentes “muito estável” e que no início de setembro faltavam apenas “ser preenchidos quatro horários, destes dois incompletos”, reiterando também que “este ano foram colocados mais funcionários pelo IEFP e por isso há mais vigilância”.

Relativamente ao Programa de Modernização do Parque Escolar, Ana Paula Costa explicou que “começaram as obras e depois pararam” e a escola ficou “completamente esburacada”, buracos que estão, na sua maioria, escondidos por cartazes. Bruno Vitorino enalteceu que não defende “minimamente o modelo do Parque Escolar”, porque “o dinheiro que foi gasto em obras megalómanas em algumas escolas do país poderia ter sido utilizado para requalificar todas as escolas nacionais”.

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