O deputado do PSD do distrito de Setúbal, Bruno Vitorino, considera “absurdas” as razões invocadas pelos sindicatos para a realização da greve de hoje, uma vez que alegadamente se prendem com os impactos negativos nas perturbações ocorridas nos últimos meses na travessia entre Barreiro e Lisboa.

 

“Se a preocupação dos sindicatos fosse efetivamente as pessoas que vão diariamente trabalhar para Lisboa, não faziam uma greve em horas de ponta, que objetivamente só prejudica quem utiliza estes transportes”, lamenta.

 

“Se os sindicatos sabem a razão dos constrangimentos, e numa altura em que deviam estar solidários com os utentes e com a própria empresa, minimizando os impactos, tomam ações que só vêm agudizar ainda mais os problemas, prejudicando ainda mais quem precisa do barco para ir trabalhar”, acrescenta.

 

Importa recordar que estes problemas dos últimos meses, de atrasos constantes e supressão de carreiras, levaram o Bruno Vitorino a pedir uma reunião à administração da Transtejo/Soflusa, que se realizou ontem.

 

Neste encontro, Bruno Vitorino foi informado de que os constrangimentos ocorridos nesta ligação são de “caráter excecional”, devido à paragem forçada de três embarcações.

 

Para efetuar esta travessia de forma regular são necessárias oito embarcações a funcionar em pleno. No entanto, apenas cinco estão a ser utilizadas para transportar os passageiros, à qual se tem juntado uma embarcação mais pequena usada na travessia entre o Seixal e Lisboa.

 

Duas embarcações estão paradas por ordem judicial. A embarcação Miguel Torga está parada por ordem do Tribunal. A embarcação Antero de Quental foi apreendida pelo Ministério Público na sequência do incidente ocorrido em janeiro passado.

 

No caso da terceira embarcação, Damião de Góis, a mesma encontra-se parada desde outubro passado, após um concurso público para a sua reparação não ter tido interessados. Neste momento, a administração já lançou novo concurso público com vista à sua reparação.

 

Bruno Vitorino não compreende como é que o Governo “não chama a si a resolução deste problema, utilizando os mecanismos legais ao seu dispor, para que o processo seja mais célere, em vez de demorar mais uns meses se for feito através do procedimento concursal normal”.

 

“Entendemos que a administração está a fazer o que pode, mas o Governo tem esses mecanismos legais que permitem que esta situação possa ser ultrapassada num período muito mais curto, minimizando os impactos para as pessoas”, sublinha.

 

O deputado do PSD considera ainda que a administração da Transtejo/Soflusa devia ter informado os utentes deste problema, bem como das medidas tomadas para minimizar os efeitos que a paragem das três embarcações provocaram.

 

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