A Câmara Municipal do Montijo aprovou na reunião de câmara de 2 de maio, com os votos a favor do PS e da CDU e o voto contra do PSD, a aquisição do prédio da antiga Cooperativa de Produção e Consumo dos Trabalhadores do Montijo – Trabatijo, pelo valor de 194 mil 668 euros. 

Consciente do papel marcante e da relevância histórica da Trabatijo na sociedade montijense, a câmara desenvolveu esforços e encetou negociações para adquirir para o património municipal este prédio, situado na Rua João Pedro Iça n.º 35 a 39, historicamente a sede social e o estabelecimento da Trabatijo, imóvel que fez parte da massa insolvente da Pluricoop e que, depois, foi adquirido por particulares. 

A Trabatijo tem os seus primórdios associados à União dos Trabalhadores Rurais Aldegalenses, uma sociedade cooperativa de responsabilidade limitada de panificação, produção e consumo, criada em 26 de março de 1920, com a finalidade de fornecer aos sócios, filhos ou tutelados todos os artigos indispensáveis à alimentação e prestar-lhes auxílio em caso de doença, fornecendo ajuda pecuniária. 

Mais tarde, nos anos 60 do século passado, esta associação evoluiu para a Cooperativa de Produção e Consumo dos Trabalhadores do Montijo – Trabatijo, com novos estatutos e nova designação, passando a auxiliar qualquer trabalhador, independentemente da sua profissão e com a mesma finalidade e propósito de abastecimento alimentar e de proteção social aos trabalhadores. 

Com a decisão de aquisição deste prédio, o Município do Montijo passa a ser proprietário de um imóvel cuja história se encontra intimamente ligada à matriz identitária do povo montijense, à defesa dos trabalhadores, à solidariedade social e ao apoio aos mais desfavorecidos. 

A intenção da câmara é, posteriormente, reconverter o edifício num espaço cultural para acolher eventos e iniciativas relacionadas com as diversas artes performativas.  

Para além deste imóvel, na mesma reunião de câmara foi aprovada, por unanimidade, a aquisição de duas frações autónomas do referido prédio pelo valor de 5 mil 331 euros, sitas na Rua Professor António Caleiro e que inicialmente eram destinadas a garagens e que é propósito do município converter num espaço ajardinado.

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