A Câmara Municipal do Seixal aprovou hoje, em reunião de câmara, uma tomada de posição a favor de um passe intermodal com todos os operadores e em toda a Área Metropolitana de Lisboa (AML). Entende a Autarquia que a mobilidade é um direito das populações, inscrito na Constituição da República Portuguesa, nascida da Revolução de Abril, pelo que foi criado o Passe Social Intermodal, uma das muitas medidas de enorme alcance social que foram tomadas visando o bem-estar das populações. Este tem sido um elemento importante na promoção da mobilidade das populações, mas também na contenção dos preços dos transportes na Área Metropolitana de Lisboa. Contudo, o enfraquecimento da função do passe social intermodal e da oferta dos transportes públicos na AML tem sido lesiva da mobilidade das populações e dos interesses nacionais, regionais e concelhios.

 

Joaquim Santos, Presidente da Câmara Municipal referiu que “efetivamente, os custos para os utentes com os transportes públicos são demasiado elevados e sofreram um agravamento brutal nos últimos anos. Inclusive, os transportes são mais caros na Área Metropolitana de Lisboa do que em Berlim, apesar dos salários serem na Alemanha mais do triplo. Acresce ainda o facto de a maior parte do território do Concelho do Seixal, assim como cerca de 30% da população (50 mil pessoas segundo dados do INE), não ser abrangida pelo passe social intermodal como este se constitui atualmente”.

No Concelho do Seixal, o passe intermodal apenas serve quem usa o serviço de transporte dos TST e Transtejo. Para a utilização de outros meios de transporte, como sejam a Fertagus, a Sul Fertagus e o Metro Sul do Tejo, tem que se ter passes combinados. Acresce ainda o facto de o Concelho ser abrangido atualmente por três coroas (2, 3 e Sx), o que implica alteração acrescida de tarifários.

O aumento do número de utentes deve ser a verdadeira razão de qualquer política de transportes. É preciso pois garantir um aumento direto da oferta, mas também garantir que os utentes podem utilizar plenamente essa oferta, promovendo a mobilidade através do passe social intermodal e da unificação do sistema de bilhética.

Entende a Autarquia que é necessário romper este ciclo recessivo de aumento do preço e degradação do serviço, com a desculpa da perda de utentes, pelo que deve ser promovida a atratividade do sistema de transportes públicos e consequentemente, possibilitar a diminuição do preço da bilhética.

 

Consulte aqui a tomada de posição na íntegra : Tomada Posição_passe intermodal

Partilhe esta notícia