Na próxima sexta-feira, dia 6 de abril, tem lugar às 11 horas, no Fórum Municipal Romeu Correia, em Almada, a assinatura dos contratos no âmbito do projeto Laboratórios Vivos para a Descarbonização. A iniciativa conta com a presença do Ministro do Ambiente. Recorde-se que a Câmara Municipal do Seixal apresentou uma candidatura (em anexo), no âmbito da implementação de um Laboratório Vivo para a Descarbonização (LVpD), onde apresenta 17 projetos a desenvolver e a aplicar de forma integrada junto à  Baía do Seixal, referentes às áreas da mobilidade, energia, economia circular, ambiente e habitação.

 

São exemplo um comboio elétrico, movido a energia solar, uma forma de minimizar as deslocações pendulares em viatura própria. Outro atrativo será o restaurante verde com as refeições confecionadas em fornos solares. Haverá ainda uma sala de emissões zero (um centro de monitorização e informação do ecossistema) e uma exposição da inovação tecnológica para a descarbonização, bem como pontos de carregamento elétricos, iluminação pública inteligente (LED) e 200 contadores de água com transmissão de dados por telecontagem no edificado circundante à baía.

 

O Município do Seixal está entre os concelhos que passaram para a segunda fase do programa do Fundo Ambiental que tem como principal objetivo fomentar a descarbonização das cidades através de soluções tecnológicas que aumentem a eficiência e reduzam o consumo de energia e cocriar cidades inovadoras, sustentáveis e inclusivas que visem a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos e das comunidades.

 

A candidatura do município do Seixal enquadra-se na dinamização da zona da Baía do Seixal, que integrará a componente social, ambiental e económica, numa perspetiva de Smart City, centrada na frente ribeirinha do Seixal, Arrentela e Amora e nos seus centros históricos.

 

Joaquim Santos, Presidente da Câmara Municipal do Seixal considera que “a criação deste Laboratório Vivo para a Descarbonização no Concelho do Seixal, será um forte impulso à concretização das várias ideias de iniciativas inovadoras, algumas das quais estão há muito pensadas e previstas pelo Município e que têm agora a possibilidade de ser implementadas.”

 

Com estes projetos espera-se alcançar vários impactos positivos, ao nível ambiental, social e económico.  Ao nível ambiental em termos de descarbonização real e da educação e sensibilização para um desenvolvimento humano e económico sustentável e para a utilização das energias renováveis. No que se refere ao nível social em termos de comportamento do cidadão, que se tornará mais amigo do ambiente, conciliando o lazer e o desenvolvimento de atividades sociais, que se espera que venham a desenvolver-se na zona ribeirinha e centros históricos, em torno da temática e das tecnologias do Ecossistema, LVpD. Também em termos económicos se espera alcançar impactos positivos em termos de dinamização da economia local em resultado do aumento esperado do número de visitantes, nacionais e estrangeiros, que usufruam do ecossistema, e em relação ao desenvolvimento de negócios locais e até internacionais no âmbito das tecnologias para a descarbonização que serão demonstradas e expostas no ecossistema.

 

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