A Câmara Municipal do Seixal aprovou esta quinta-feira, em reunião de Câmara, duas tomadas de posição em defesa dos valores e conquistas de Abril e dos direitos dos trabalhadores.

Considera a autarquia que nos últimos anos se tem assistido à “destruição da economia, da educação, da saúde e do Estado Social” e se vive hoje em Portugal “um dos mais graves períodos da história, ou seja, um período de confronto político com o 25 de Abril e com aquilo que representou de conquistas, de realizações e transformações sociais”.

“Portugal vive uma grave e profunda crise económica, financeira, política e social. Agrava-se a exploração dos trabalhadores e a degradação dos seus direitos, empobrece o País, milhares de portugueses são empurrados para o desemprego e para a emigração, a Constituição da República é subvertida e é posto em causa o futuro de Portugal e dos portugueses”, refere o município, destacando que as “comemorações da Revolução de Abril e do 1.º de Maio – para além de momento de louvar os Capitães de Abril, todos os militares do M.F.A. e todos os combatentes antifascistas, saudando neles toda a coragem do povo português que saiu à rua em apoio à Revolução – devem ser um momento para afirmar a indignação e recusa da política dirigida contra os trabalhadores, o povo e o País, em que se insere o ataque ao Poder Local Democrático e ao que ele representa de espaço de afirmação e realização de direitos e aspirações populares”.

Nesse sentido, a Câmara Municipal do Seixal reafirma “o compromisso de promover e estimular a luta em defesa dos valores e conquistas de Abril, da Constituição da República Portuguesa e pela exigência de uma rutura que abra caminho a uma política que sirva Portugal e o povo português, apelando à participação da população nas comemorações da Revolução de Abril, em particular as que vão decorrer no Concelho do Seixal, na Avenida da Liberdade em Lisboa e nas manifestações do 1.º de Maio, num exercício pleno de democracia, do direito à felicidade e à vida”.

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