Face à possibilidade de rutura de serviços essenciais do Centro Hospitalar de Setúbal (CHS), a candidatura de Fernando Negrão à Câmara Municipal de Setúbal reforçou, através da colocação de um outdoor em frente ao hospital, a necessidade de uma resposta urgente da autarquia e do governo central para a resolução dos problemas que o CHS enfrenta. “Os setubalenses querem um Hospital, não um apeadeiro!” é a frase que se pode ler no outdoor e que traduz o alerta e a reivindicação que tem vindo a ser feita pelo PSD Setúbal.

Os diretores de diferentes serviços do CHS também já deram a conhecer a situação insustentável que vivem para conseguir dar resposta ao tratamento dos doentes que chegam ao Serviço de Urgência, agravada com a pandemia de COVID-19, que evidenciou ainda mais os problemas graves que existem ao nível das instalações, do financiamento e da falta de profissionais de saúde. A situação insustentável levou à demissão do diretor do Serviço de Obstetrícia que está “cansado de tentar manter em funcionamento normal um serviço e uma urgência com um quadro de médicos especialistas subdimensionado e envelhecido”, não conseguindo, por isso, dar resposta às necessidades das grávidas e parturientes de Setúbal.

Recorde-se que há cinco anos que o CHS aguarda pela construção de um novo edifício. Apesar da construção integrar o Plano de Investimento na Área da Saúde e estar prevista no Orçamento do Estado para 2021, nada se sabe sobre este investimento que é urgente para que se possa continuar a dar resposta à população, não só de Setúbal, mas de todo o distrito.

“A situação que os profissionais de saúde enfrentam no exercício das suas funções no CHS é insustentável e coloca em risco todos os utentes”, explica Fernando Negrão, que tem reunido diversas vezes com grupos de profissionais de saúde que denunciaram a situação calamitosa e dramática que se vive neste centro hospitalar. “Exigimos uma ação rápida e eficaz por parte da Câmara Municipal, no sentido de obrigar o governo a cumprir os seus deveres para com o Concelho de Setúbal”, conclui Fernando Negrão.

O CHS encontra-se atualmente em risco de perder especialidades devido à falta de profissionais de saúde, porque a maioria dos médicos tem mais de 55 anos e não são contratados profissionais para substituir os que se reformam. Importa frisar que os problemas de falta de recursos humanos e materiais são estruturais e anteriores ao surto epidemiológico. Já em fevereiro de 2020 cinco médicos do Serviço de Urgência tinham informado que iriam cessar as suas funções por atingir a idade da reforma. A especialidade de Oncologia, por exemplo, a muito curto prazo ficará reduzida a um especialista. Apesar disso, nada foi feito quer pelo governo do PS quer pelo executivo municipal da CDU.

Destaque-se ainda as contínuas promessas de ampliação do CHS, feitas nos últimos 5 anos, onde se foi anunciando investimentos que não se concretizaram, responsabilidade do governo suportado pelo Partido Socialista e pelo Partido Comunista.