O Partido Socialista considera, em comunicado, que o caos generalizado das urgências hospitalares não são factos isolados, mas que espelham “a situação de abandono do Serviço Nacional de Saúde por parte do Governo PSD/ CDS”.

“Para o Governo, os cuidados primários de saúde não são uma prioridade, situação refletida nas faltas de condições de atendimento, falta de recursos humanos e, muitas vezes, falta de material”, defende a Federação Distrital de Setúbal do PS, reiterando que a coligação está “a colocar em causa o princípio constitucional de garantia de acesso aos cuidados de saúde”.

 

Leia o comunicado na íntegra:

Nas últimas semanas o País tem assistido ao caos generalizado das urgências hospitalares, situação que se repete um pouco por todo o País.

No Distrito de Setúbal também se assinalam situações de grandes tempos de espera no atendimento das urgências, as quais são muito preocupantes, no Hospital Garcia de Orta, em Almada, e no Hospital do Barreiro e em particular, no Hospital de S. Bernardo em Setúbal, onde, no dia 3 de Janeiro, um homem de 77 anos, que tinha sido assistido por um médico do INEM que não fez qualquer referenciação do doente para as urgências, depois de 4 horas num corredor do Hospital sem qualquer assistência, acabou por morrer.

Essas situações, ainda que agravadas nesta época, não constituem factos isolados, antes espelham a situação de abandono do Serviço Nacional de Saúde por parte do Governo PSD/ CDS.

Ainda recentemente numa visita que o Partido Socialista realizou a diversos Centros de Saúde do Distrito de Setúbal se pode constatar que para o Governo, os cuidados primários de saúde não são uma prioridade, situação refletida nas faltas de condições de atendimento, falta de recursos humanos e, muitas vezes, falta de material. A ausência de políticas de saúde adequadas fez com que nos últimos três anos haja menos cidadãos do distrito de Setúbal com acesso a médicos de família.

A carência de meios humanos e materiais também se verifica ao nível hospitalar. Esta realidade foi particularmente questionada em Julho do ano passado por 42 diretores de serviço do Hospital Garcia de Orta que denunciaram o adiamento de consultas, exames e de cirurgias por falta de profissionais, bem como a existência de equipamentos obsoletos.

A Ordem dos Médicos, ainda recentemente, responsabilizou diretamente o Governo PSD/ CDS pela situação que se vive no setor da Saúde.

Conscientes da situação que se vive atualmente em todo o País, e com reflexo no Distrito de Setúbal, a Federação Distrital de Setúbal do Partido Socialista denuncia publicamente a situação de degradação dos cuidados de saúde no Distrito de Setúbal, responsabilizando o Governo PSD/ CDS por, com a obsessão de acabar com o Serviço Nacional de Saúde, estar a colocar em causa o princípio constitucional de garantia de acesso aos cuidados de saúde.

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