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A Câmara Municipal do Seixal regista mais uma vez que o caos no transporte fluvial se mantém no que se refere às ligações que envolvem o Seixal, apesar de todos os esforços e solicitações por parte da autarquia para que de uma vez por todas o Governo resolva esta questão. Hoje mesmo a avaria de uma embarcação obrigou à supressão de 50% das carreiras que ligam o Seixal a Lisboa. O vice-presidente da Câmara Municipal do Seixal, Joaquim Tavares, referiu hoje a este propósito que “apenas mostrar a intenção em resolver o problema não nos chega, pois os munícipes continuam sem condições para se deslocarem atempadamente para os seus trabalhos em Lisboa, mesmo pagando o passe por inteiro. Não é uma situação justa, pelo que voltamos a exigir que o Governo tome as medidas necessárias para que se encontre uma solução definitiva”.

Desta forma, a Câmara Municipal do Seixal volta a solicitar ao Governo que cumpra as reiteradas promessas e resolva com urgência os problemas nas ligações fluviais entre o Seixal e Lisboa que se têm arrastado ao longo dos últimos anos. 

Importa lembrar que apesar das várias reuniões e reivindicações das comissões de utentes e da autarquia, até ao momento nada foi feito, apesar de em junho de 2017 o Ministério do Ambiente ter anunciado um investimento de 10 milhões de euros para o plano de manutenção da frota de navios da Transtejo e Soflusa, promessa que o Governo reiterou em 2018, mas que não contemplou no Orçamento de 2019.

A Câmara Municipal do Seixal insiste mais uma vez na marcação de uma reunião de urgência com o ministro do Ambiente, porque esta é uma situação que não pode persistir e que prejudica o dia a dia de quem se desloca do Seixal para Lisboa e vice-versa. Considera a autarquia que a falta de fiabilidade do transporte público, seja ele fluvial, ferroviário ou rodoviário afasta os munícipes da utilização diária dos mesmos, quando na realidade estes deveriam ser a primeira solução para quem se desloca na Área Metropolitana de Lisboa, ainda para mais, numa altura em que os municípios irão investir no financiamento do passe social, sendo que no caso do Seixal a autarquia irá investir cerca de dois milhões de euros por ano. 

Importa referir que desde 2011 já foram suprimidas 16 carreiras diárias, e que se tem vindo a acentuar o desinvestimento da empresa na manutenção e reforço da frota. O transporte fluvial assume um papel de extrema importância na mobilidade das populações, transportando cerca de 5 mil pessoas por dia para Lisboa, pelo que a Câmara Municipal do Seixal reitera a sua solidariedade para com a população na reivindicação de mais carreiras, mais investimento nas frotas e ainda a criação de novas carreiras que possam ligar os concelhos ribeirinhos do Seixal, Almada, Barreiro e Montijo.

Fonte:CMSeixal

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