Nos últimos meses, diversas entidades têm visitado o concelho do Barreiro e defendido, consequentemente, a ampliação da atividade portuária nos territórios da atual Baía do Tejo, antiga CUF-Quimigal.

Ontem, foi a vez de visitar estes terrenos o presidente do porto de Santander, José Sieso, no âmbito da visita deste responsável espanhol às diversas instalações do porto de Lisboa.

O presidente da Câmara Municipal do Barreiro Carlos Humberto confirmou, à margem da visita do presidente do porto espanhol, que a Maersk e a Fosun não são os únicos interessados em investir no novo terminal do Porto de Lisboa.

“Continuamos a ter conhecimento de novos interessados que pretendem, inclusivamente, visitar o concelho, mas não posso divulgar nomes. Neste momento, se fosse só o problema de investidores, diria que tínhamos terminal”, reiterou, adiantando que o Estudo de Impacte Ambiental (EIA) do novo terminal de contentores do Porto de Lisboa deve ser lançado até ao final do mês.

“O estudo mais pesado do ponto de vista técnico que se segue é o Estudo Impacte Ambiental e pensamos que será ainda este mês. Depois segue-se a sua discussão pública, eventuais aprovações e preparação do caderno de encargos para o concurso internacional que será lançado, provavelmente, até ao final do ano”, salientou o autarca.

O edil explicou que, apesar de não ser impossível, é muito difícil que o concurso público avance ainda na atual legislatura devido às questões legais que é preciso cumprir, designadamente a fase da discussão pública e da avaliação do resultado do EIA.

Carlos Humberto sublinhou que pretende que o porto seja, efetivamente, um porto-cidade, ou seja “que esteja integrado na visão de cidade de duas margens, uma cidade que utiliza os rios para a atividade logística e portuária, mas também para atividades náuticas, piscatórias, desportivas, de recreio, e de lazer”.

“De tudo o que vi, só posso desejar que tenham êxito. Este projeto poderá ter uma repercussão muito positiva, não só para o Barreiro ou para Lisboa, mas em todo o país”, defendeu José Martínez Sieso, presidente do Porto de Santander.

Já Marina Ferreira, presidente da Administração do Porto de Lisboa, garantiu que o projeto irá avançar “dentro das melhores práticas, ou seja, interpretando aquelas que são as necessidades económicas do Porto de Lisboa e do país e os anseios legítimos da população do Barreiro”, acrescentando que esta infraestrutura está “fadada para o sucesso”.

Relativamente às dragagens, a presidente do Porto de Lisboa explicou que irão utilizar, a pedido da Câmara Municipal do Barreiro, “uma parte significativa dos dragados para fazer a recuperação das praias do concelho, ou seja, as areias serão depositadas praticamente na mesma zona de onde serão retiradas, salvaguardando desta forma a questão ambiental”.

Recorde-se que, as instalações onde está prevista a construção do novo terminal de contentores do Barreiro, assim como outros locais do concelho, serão hoje visitados por uma delegação da União Europeia, para aprofundar as questões técnicas, de financiamento e de planeamento no âmbito das candidaturas recentemente apresentadas pelo Governo português aos fundos comunitários no âmbito deste projeto.

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