O vereador Bruno Vitorino voltou ontem a votar contra a proposta apresentada pelo PS, em sessão de Câmara, que previa o agravamento para o triplo da taxa do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) para habitações e lojas vazias há mais de um ano, no concelho do Barreiro.

Em outubro de 2019, foi aprovada também em sessão de Câmara, por PS e CDU, uma primeira proposta que aumentava para o triplo a taxa de IMI para casas e lojas vazias há mais de um ano. Nessa altura, Bruno Vitorino votou contra a medida, por considerar que esta era injusta e que só servia para penalizar os barreirenses.

Passados quatro meses, essa mesma proposta voltou a ser votada. Contudo, o resultado final foi diferente. Agora, a CDU juntou-se a Bruno Vitorino para chumbar a proposta.

“Desde outubro que tenho vindo a alertar para uma medida que iria penalizar fortemente os donos destes espaços. O chumbo desta proposta veio repor a justiça”, afirma.

“Este é um ataque à propriedade privada. Tratam os donos destes imóveis como se fossem todos ricos. Em muitos casos, os proprietários não arrendam os seus espaços porque não conseguem. Não é por não quererem”, acrescenta.

Bruno Vitorino sublinha ainda o recuo da CDU em relação à primeira votação. “Fico satisfeito por o bom senso ter imperado”.

A medida que prevê o agravamento para o triplo da taxa do IMI, foi aprovada em Assembleia da República, em 2019, por PS, CDU, BE, PEV e PAN.

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