A Diretora da Unidade de Cidades da INTELI – Inteligência em Inovação, Centro de Inovação, Catarina Selada, foi uma das preletoras da conferência “Cidades inteligentes / smart cities – presente e futuro”, realizada na tarde de  14 de abril, no Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro.

 

“Desmaterialização/ transformação digital”, a 5 de maio, e “Redes de informação e participação”, 2 de junho, são os temas das próximas conferências, mensais, promovidas pela Câmara Municipal do Barreiro (CMB), no âmbito do Ciclo “ISoP – Inovar em Serviços Públicos”.

As inscrições para esta e restantes sessões (gratuitas, com Certificado de Participação, podem ser efetuadas no linkhttps://docs.google.com/forms/d/1k85JOWmBp-SEzR2lKUDqYKNpoRWtvzxhlfPQw7NOcLE/viewform.

 

O conceito das smart cities não é entendido nem debatido por ser “um tema de elevada tendência” mas “como algo que tem, objetivamente, potencial económico para a clusterização daquilo que pode ser um conjunto de valências e oportunidades, que, não só os municípios podem aproveitar para desenvolvimento daquilo que é a sua atividade e da qualidade de vida, na defesa dos interesses das suas populações, mas, também, como uma oportunidade, objetiva, de desenvolvimento da cidade, criação de postos de trabalho, criação de riqueza”, defendeu o Vereador da CMB responsável pelas Tecnologias de Informação e Informação Geográfica e Cadastral, Rui Lopo, que sublinhou a presença do Município na RENER – Rede Portuguesa de Cidades inteligentes (na qual entronca INTELI – Inteligência em Inovação, Centro de Inovação, centro de inovação urbana que atua para o desenvolvimento das cidades e territórios), recentemente integrada na Associação Nacional de Municipios Portugueses.

 

Catarina Selada apresentou um panorama das smart cities, revelando que os governos locais podem beneficiar com este conceito na “definição de políticas públicas baseadas no conhecimento” e na “gestão eficiente da cidade” e, assim, “melhor prestação do serviço público”.

Mas alertou para limitações, como, designadamente, falta de objetividade e independência dos dados, governação tecnocrática (porque tudo pode ser medido e monitorizado), lock in tecnológico (dependência de determinados fornecedores), soluções one size fits all (padronizadas sem considerar a identidade dos lugares) e aumento do nível da vigilância.

 

Ao longo da tarde, os vários intervenientes foi apresentando um conjunto alargado de aplicações utilizadas não mais diversas e improváveis atividades do cidadão, no seu dia-a-dia, a nível profissional e pessoal, no mundo empresarial e institucional.

 

Partilha de experiências, do mundo institucional ao empresarial

O Chefe de Divisão de Planeamento, Ambiente e Mobilidade, da CMB, João Lopes, falou sobre o trabalho do Município do Barreiro ao nível da construção de uma cidade mais inteligente, já assente em múltiplas aplicações que facilitam o quotidiano do trabalho dos funcionários do Município, da população local e visitantes.

Afonso Pais de Sousa, ITS – Intelligent Traffic Systems, da Siemens, apresentou um manancial de opções ligadas a Sistemas Inteligentes de gestão de tráfego.

“As cidades atravessam enormes desafios”. Para lhes dar resposta, “as cidades podem ter um aliado que é a tecnologia”, sugeriu.

 

Marlene Marques, Chefe de Divisão de Modernização Administrativa, Qualidade, Auditoria, Financiamentos / Parcerias, da Câmara Municipal de Águeda, apresentou “SINGELU – Plataforma de controlo de sistemas de iluminação pública inteligente”, aplicado no seu município.

 

Demétrio Henriques, Chefe Departamento Operacional na EMAC – Empresa Municipal de Ambiente de Cascais, apresentou “Sistema de Gestão de Resíduos e Sensores de Enchimento”, exemplo do trabalho realizado com recurso às tecnologias na sua área.

 

António Simplício, Diretor da Clever Way Mobile, que concebeu a aplicação móvel dos Transportes Colectivos do Barreiro, com múltiplas funcionalidades, com “Ferramentas e aplicações para o cidadão” referiu a grande quantidade de informação, nesta altura, disponível.

 

Pedro Machado, da Lisboa E-Nova, abordou “Projeto Sharing Cities e Semaforização eficiente”.

A sessão prolongou-se e foram partilhadas múltiplas experiências na área.

 

Estas conferências interrompem nos meses de julho, agosto e setembro.

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