O 35.º aniversário da Cidade do Montijo, no dia 14 de agosto, foi marcado pela inauguração da ciclovia Montijo-Pinhal Novo, construída ao longo do antigo ramal de caminho-de-ferro.

Um “ato simbólico” como referiu o presidente da Câmara Municipal do Montijo, Nuno Canta, relativo “a uma obra que está relacionada com o desenvolvimento sustentável do Montijo. Fomos das primeiras cidades do país a ter ciclovias. Desde 1998 até agora temos construído quilómetros de ciclovia, que são importantíssimos para a mobilidade das pessoas e para a preservação ambiental”.

“A rede de ciclovias ainda não está acabada. Este é um trabalho sempre em desenvolvimento. Agora são mais oito quilómetros que ligam o Montijo ao concelho de Palmela, ligando-nos por essa via a outras pessoas. Este é um elemento fundamental para melhorar a qualidade de vida da cidade” disse o presidente da câmara, revelando que no Largo da Estação, local onde decorreu a inauguração, estão projetados outros investimentos, como a requalificação da antiga estação dos caminhos-de-ferro.

Denominado de Montijo Ciclável, a obra trata-se de uma via destinada à utilização de ciclistas e, também, de peões, procurando promover a mobilidade quotidiana sustentável, com repercussão na proteção do ambiente e, consequentemente, na qualidade de vida das populações. Um investimento executado no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano, decorrente de uma candidatura municipal ao POR Lisboa 2020, no valor global de 726 mil 289 euros com financiamento FEDER (50 por cento) de 363 mil 144 euros.

As comemorações do 35.º aniversário da cidade prosseguiram na Galeria Municipal com a inauguração da exposição “Através da Pele”, do artista plástico italiano Tony Cassanelli.

Em dia de aniversário e em tempos de pandemia, o presidente da câmara relembrou que “foi a unidade, a coesão e a solidariedade dos montijenses que, perante a presente pandemia, nos permitiu apoiar os mais vulneráveis, salvar vidas e evitar conflitualidades”.

O autarca realçou, ainda, alguns dos investimentos estratégicos para a coesão social e territorial da cidade e evidenciou a responsabilidade de todos na construção de um Montijo melhor: “hoje somos uma cidade aberta, tolerante, que quer participar nos movimentos culturais do seu tempo, uma cidade atrativa e de encontros, que acolhe de portas abertas, unindo culturas e povos”, disse.

Esta perspetiva de abertura e de acolhimento foi, igualmente, realçada por Tony Cassanelli: “recebi do Montijo uma imensa prova de abertura. Hoje estou aqui como estrangeiro e sinto-me em casa. O saber receber e acolher os outros é algo que não podemos esquecer. E sinto que o Montijo nunca esqueceu isso. Não conhecia o Montijo e foi uma surpresa maravilhosa”.

Houve, ainda, oportunidade para a música nas comemorações do Dia da Cidade com o jovem fadista montijense Tiago Correia, acompanhado por José Manuel Neto, na guitarra portuguesa, Bernardo Saldanha, na viola de fado.