Desde o tempo da antiga Miróbriga romana que a luz de Santiago do Cacém é considerada “diferente”. E foi essa diferença que motivou investigadores da Universidade de Wuppertal, na Alemanha a instalar sensores na região de forma a analisarem os efeitos da luz solar na saúde e no bem-estar do ser humano, num projeto pioneiro no país.

“Desde o tempo da antiga Miróbriga romana, com templos e termas, hoje centro arqueológico em Santiago do Cacem, a luz nesta região é mencionada como diferente. Pela altitude sobre o mar, a distância para o Atlântico, a distribuição sobre montes e vales, é suposto a luz quebrar-se aqui de forma própria”. É desta forma que os responsáveis da universidade alemã – a mais evoluída neste domínio – justificam a pertinência da investigação, focada nos efeitos da luz solar na saúde e no bem-estar da população, em variantes como o ritmo cardíaco, a tensão arterial, o fortalecimento da imunidade, a descontração ou o combate à depressão.

Durante os próximos três meses, sensores instalados num edifício em Santiago do Cacém, no passado dia 6 de setembro, vão transmitir, em permanência, dados para a universidade de Wuppertal, onde serão, posteriormente, avaliados. O grupo que conduz este estudo virá, no final do projeto, a Santiago do Cacém apresentar oficialmente os resultados.

O município de Santiago do Cacém está a apoiar este projeto e o presidente, Álvaro Beijinha, enalteceu os “valores ecológicos” que alicerçam a investigação e o impacto positivo que a mesma poderá ter em vários domínios, particularmente na eficiência energética, alimentação e saúde.

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