Em julho, o cinema no concelho da Moita é ao ar livre. Esta sexta-feira, dia 17 de julho, a partir das 21h30, há “Cinema no Pátio do Rosário”, na freguesia do Gaio/ Rosário. “Aniki Bóbó”, de Manoel de Oliveira, é o filme a exibir.

No sábado, também às 21h30, o ciclo de sessões de cinema ao ar livre que promete refrescar o verão no concelho da Moita regressa ao Pátio do Rosário, com “O Emigrante”, de Charlie Chaplin, seguido das curtas À Beira-Mar, O Campeão, O Ringue de Patinagem e “O Polícia”.

Já no dia 24 de julho, o cinema vai à explanada da Biblioteca Municipal Bento de Jesus Caraça, na Moita.

A entrada é gratuita.

 

Sobre os filmes:

Filme – “Aniki Bóbó” de Manoel de Oliveira (1942)

Dois garotos, o Carlitos (Horácio Silva) e o Eduardinho (António Santos), gostam da mesma rapariga, a Teresinha (Fernanda Matos). Um é audacioso, brigão, atrevido; o outro é de carácter tímido, bom, sossegado. A rivalidade vai-se acentuando e, um dia, para agradar à sua apaixonada, Carlitos rouba uma boneca. Teresinha sente-se inclinada para ele até que um dia, numa inocente brincadeira, Eduardinho escorrega por um talude e cai ao lado de um comboio que passa. Todos pensam que Carlitos o empurrou e todos passam a afastar-se dele, enquanto Eduardinho sofre numa cama de hospital. Carlitos pensa em fugir num barco ancorado no cais de Massarelos, mas tudo se esclarece por intervenção do dono da “loja das tentações” que vira o acidente e que, no final, tira todas as suspeitas de cima do jovem Carlitos. E os garotos lá puderam de novo jogar aos polícias e ladrões, ao jogo do Aniki-Bobó…

Realização – Manoel de Oliveira

Filme – “O Emigrante” de Charlie Chaplin (1915-17)

Chaplin entra na Essanay Films em 1915. É realmente a partir deste período que passa a realização e que aperfeiçoa a sua personagem de Charlot. Estamos ainda no reino da mais pura comédia de ação, um género codificado, onde os gags (a muito recorrente tarde de natas) são repetitivos e as personagens modelos herdados da comédia dell’arte. Chaplin passa para um género cujas leis domina na perfeição mas rapidamente e seu génio transforma essas regras.

Chaplin percebeu que “o público gosta de sofrer por interposta pessoa”. O vagabundo Charlot, torna-se uma encarnação das lutas e do sofrimento que é necessário para sobreviver. Esta passagem de Chaplin de simples palhaço acrobata a um ser mais humano e comovente é feita através da sua sensibilidade e de um conhecimento profundo do homem.

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