A Câmara Municipal de Alcácer do Sal, União de Freguesias de Alcácer do Sal (Santa Maria do Castelo e Santiago) e Santa Susana, Juntas de Freguesia da Comporta e do Torrão, Agrupamentos de Escolas de Alcácer e do Torrão e a Associação de Desenvolvimento do Torrão, em colaboração com a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Alcácer (CPCJ, associa-se ao mês de – Abril, “Mês da Prevenção dos Maus-Tratos à Infância e à Juventude” e nesse sentido realiza várias iniciativas que começaram esta quarta-feira com a colocação por parte da autarquia de dois laços azuis nas duas pontes da cidade de Alcácer do Sal.

A programação oficial arranca dia 7 de abril, com a realização de ciclos de conversas, filmes de sensibilização para o problema e encontros nas escolas do concelho.

“A colocação dos laços azuis, símbolo dos maus tratos às crianças e jovens, pretende contribuir para a consciencialização da comunidade para este fenómeno preocupante e que assume contornos de gravidade progressiva”, reforçou a Vereadora Ana Chaves, responsável pela Ação Social na Câmara Municipal de Alcácer do Sal e que alerta ainda para a necessidade de se “dar conhecimento de maus tratos infantis e juvenis às Comissões de Proteção de Menores, assim como proporcionar aos mais novos capacidade para que reivindiquem os seus direitos, mostrando-lhes que a violência é o desrespeito e a violação dos direitos humanos”. A Vereadora Ana Chaves adianta que “está nas nossas mãos facilitar a prevenção”.

Dia 7 de abril, terça-feira arranca a iniciativa “A Biblioteca vai à Escola”, onde técnicas da biblioteca de Alcácer do Sal, vão contar uma história às crianças sobre a problemática dos maus tratos à infância e à juventude.

Esta iniciativa agendada para os dias 7,8,9, 13,14,15,16 e 17 de abril vai percorrer as escolas do concelho e terminará, em cada escola com o lançamento de balões azuis pelas crianças a quem foi contada a história.

Outra iniciativa é a passagem do filme “Os gatos não têm vertigens”, que será exibido para os alunos do 3º ciclo e do secundário, do Agrupamento de Escolas de Alcácer, no Auditório Municipal, dia 10 de abril durante três sessões ao longo do dia.

O mesmo filme será exibido para os alunos do 3º ciclo do Agrupamento de Escolas do Torrão, dia 16 de abril, pelas 14h30. A projeção será no Centro Escolar do Torrão.

Relativamente ao ciclo de “Conversas às Terças”, o mesmo terá início no dia 7 de abril, pelas 14h30 no Auditório Municipal, com a participação de Pedro Vaz Santos, psicólogo clínico e terapeuta familiar que irá abordar “Os problemas de comportamento – qual a sua origem? os genes? a qualidade dos cuidados? os episódios de vida?”.

Esta comunicação é  dirigida a técnicos e professores.

 

Pedro Vaz Santos é psicólogo clínico e terapeuta familiar do PIN – Centro de Desenvolvimento (Licenciado e Mestre em Psicologia Clínica pelo Instituto Superior de Psicologia Aplicada. Formado em Terapia Familiar e Sistémica pela Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar e formado em Terapia Multi – Familiar pelo Marlborough Family Centre, Londres).

Dia 14 de abril, “As Conversas às Terças” tem como orador Alberto Magalhães, psicólogo da equipa de psiquiatria para a infância e juventude, do Hospital do Espírito Santo, de Évora.

A comunicação dirige-se a pais e professores e subordina-se ao tema: “Problemas de comportamento: pais e professores à nora…” Esta iniciativa realiza-se na sala Zeca Afonso, na escola secundária, pelas 17h30 horas.

Dia 28 de abril, é a vez de Joana Espírito Santo, psicóloga clínica, coordenadora do projeto social da Fundação Herdade da Comporta. A sua comunicação intitula-se “A Escola? Que grande seca!”. É dirigida a pais e professores. Terá lugar na Sala Zeca Afonso,  na escola secundária de Alcácer do Sal, pelas 17:30 horas.

Nos dias em que se realizarem iniciativas, será solicitado aos participantes que vistam uma peça de roupa azul.

 

O que é o Laço Azul?

O movimento Laço Azul tem a sua origem em Virgínia, nos Estados Unidos, em 1989. Nesse ano, Bonnie W. Finney divulgou a história trágica dos maus-tratos aos seus netos. Para despertar consciências e sobretudo suscitar questões, a avó atou à antena do seu automóvel uma fita azul, a cor das nódoas negras dos seus netos. A fita servia de mote para contar os acontecimentos dramáticos e alertar para a problemática dos maus-tratos na infância. Esse primeiro laço deu origem a um movimento, que rapidamente ganhou dimensão mundial.