A Câmara Municipal do Seixal aprovou esta quinta-feira, em reunião de Câmara, uma tomada de posição de apoio às Associações Humanitárias e aos seus Corpos de Bombeiros.

Numa altura em que se intensifica a atividade dos bombeiros no combate aos incêndios florestais, a Câmara Municipal do Seixal presta a sua sentida homenagem aos corpos de Bombeiros e às Associações Humanitárias de Bombeiros Mistos do Concelho, pelo seu papel “inestimável no apoio que prestam à população”.

A Autarquia defende que “todo este trabalho, realizado em prol da segurança e bem-estar das populações, é muitas vezes executado com escassos meios, fruto do agravamento das condições de desempenho da atividade humanitária, face ao subfinanciamento recorrente por parte da Administração Central”, enaltecendo que “não fora o apoio dos municípios às Associações de Bombeiros, muitas ver-se-iam forçadas a encerrar portas”.

No caso da Câmara Municipal do Seixal, o apoio financeiro que presta “ascende a perto de 1 milhão de euros/anuais, que se traduz numa comparticipação mensal que faz face a, aproximadamente, 35% das despesas”, enquanto o Programa Permanente de Cooperação da responsabilidade do Governo, de acordo com o município, “responde a apenas 10%”.

“Está prestes a concluir-se o processo legislativo conducente à criação do novo Regime de Financiamento das Associações Humanitárias de Bombeiros, iniciado em 2008, que se esperava justo, adequado e sustentável. Que tomasse por perspetiva a coresponsabilização entre a administração central, administração local e a Liga dos Bombeiros Portugueses”, explicam, garantindo que, na verdade, trata-se de “um regime alicerçado na preocupação com o rigor na atribuição do financiamento, mas, no concreto e na matéria que mais preocupa as Associações, que são as enormes dificuldades financeiras, é manifestamente insuficiente face às suas necessidades, negligenciando a segurança das pessoas, do património e do ambiente”.

“Face ao exposto, o Município do Seixal manifesta o seu apoio às Associações Humanitárias e respetivas estruturas representativas, rejeitando o novo regime de financiamento dos corpos de bombeiros, e exigindo respostas adequadas às suas necessidades por parte das entidades competentes”, rematam.

Partilhe esta notícia