Não foram os deputados municipais do CDS-PP, que mandaram funcionárias da Autarquia do Montijo abrir e violar a correspondência da oposição. Um Regulamento Interno não se sobrepõe à LEI.

Não é o CDS-PP que acha que o vereador João Afonso é funcionário da Autarquia do Montijo, e logo sujeito às suas regras.

Não é o CDS-PP que acha legítimo intercetar a correspondência da Oposição e cometer um ato ilícito em nome da transparência.

Não é o CDS-PP que acha normal não apresentar as contas do Carnaval, de tertúlias e associações que são apoiadas com dinheiros públicos em centenas de milhares de euros e que não prestam contas à Câmara Municipal nem aos Montijenses!

Não é normal nem aceitável a violação de correspondência!

Não é normal um Partido, um executivo com maioria absoluta, com todas as condições para aplicar e implementar o seu programa eleitoral, esteja desde o início do seu mandato mais preocupado em limitar as Oposições do que em cumprir a sua função: Servir os Montijenses!

O Presidente da Câmara Municipal do Montijo mandou violar a correspondência e isso é uma conduta, ilegal, totalitarista, antidemocrática e de verdadeira CENSURA.

Maioria absoluta é Responsabilidade Absoluta e respeito Total pela Lei e pela Democracia.

Seria mais cómodo e fácil fazer como o Primeiro-Ministro António Costa e desaparecer sempre que há uma tragédia? Sim, seria, mas não foi para isso que assumi a liderança do CDS-PP Montijo e fui eleito deputado à Assembleia Municipal!

Não nos interessa particularmente conjeturar ou antecipar qualquer decisão judicial, que venha a ocorrer em sede própria.

O CDS-PP Montijo reprova a atitude do Autarca Nuno Canta, e reprova-o independentemente do partido político a que este pertence.

O Montijo e as suas gentes esperam um pedido de desculpas formal por este ato que não observa a Lei do Estatuto de Oposição, e se configura verdadeiramente como fascista e de censura.

 

Montijo, 5 de dezembro de 2018

 

João Merino

Presidente da CPC Montijo do CDS-PP

Partilhe esta notícia