A Área Metropolitana de Lisboa (AML) lançou, no dia 18 de fevereiro, no Centro Cultural de Belém, o concurso público internacional para aquisição de serviço público de transporte rodoviário de passageiros para a região metropolitana de Lisboa. 

No valor de 1200 milhões de euros, o concurso rodoviário, o maior em curso no país, servirá para aumentar a oferta em mais de 40% face aos atuais serviços, dando continuidade a “uma revolução na mobilidade da região metropolitana de Lisboa sem paralelo nas últimas décadas”, conforme referiu o primeiro-secretário metropolitano, Carlos Humberto de Carvalho.

O concurso materializará uma oferta substancialmente mais completa do que a existente, maior eficiência, mais sustentabilidade ambiental, melhor qualidade do serviço, rejuvenescimento substancial da frota, mais responsabilidade social, melhor imagem, informação mais completa e maior foco nos utentes.

A rede, desenhada de raiz durante cerca de um ano pela AML, está subdividida em quatro lotes. Noroeste, que abrange os municípios da Amadora, Oeiras e Sintra e intermunicipais de ligação a Lisboa e Cascais. Nordeste, com carreiras nos concelhos de Mafra, Loures, Odivelas e Vila Franca de Xira e intermunicipais de ligação a Lisboa. Sudoeste, para os municípios de Almada, Seixal e Sesimbra e intermunicipais de ligação ao Barreiro e Lisboa. Sudeste, que contempla os concelhos de Alcochete, Moita, Montijo, Palmela e Setúbal e intermunicipais de ligação ao Barreiro e Lisboa.

O concurso vai cobrir a região metropolitana de Lisboa com 578 linhas rodoviárias, que consubstanciam “novas linhas, novas ligações que não existiam até agora, mais oferta nas ligações existentes, mais pontualidade, menos intervalo entre autocarros, mais horários noturnos, ao fim-de-semana e em horas de ponta”, como explicitou o presidente da AML, Fernando Medina.

Os 2,7 milhões de utentes dos 18 municípios da região metropolitana de Lisboa passarão a poder usufruir de um serviço rodoviário que irá circular com uma única imagem e marca: Carris Metropolitana.

O ministro do ambiente e da ação climática, João Matos Fernandes, também presente na cerimónia, mostrou-se muito otimista com o trabalho desenvolvido: “É com expectativa que nós vemos a opção que vai ser desenhada”, acrescentando reconhecer à Área Metropolitana de Lisboa capacidade para “participar na gestão dos novos modos de transporte que possam vir a ser descentralizados”.

Estima-se que o resultado do concurso, que tem uma abrangência temporal de sete anos, seja materializado no decorrer do segundo semestre de 2021.

Mais informações em www.aml.pt