A presidente Administração do Porto de Lisboa (APL), Marina Ferreira, anunciou, em entrevista conjunta à Antena 1 e ao Diário Económico, que o concurso público internacional para o estudo de impacto ambiental do Barreiro será lançado esta segunda-feira nas plataformas eletrónicas e no Diário da República.

Relativamente ao investimento previsto para o Barreiro, Marina Ferreira adiantou que a estimativa é que “não ultrapassará os 600 milhões de euros”, alertando, ainda assim, que será o estudo de impacto ambiental a determinar “a quantificação exata”.

A responsável da APL, não tem dúvidas de que a possível construção de uma Plataforma Multimodal no concelho do Barreiro será uma mais-valia do ponto de vista da competitividade e emprego enorme para a área metropolitana de Lisboa. “Nós temos mão-de-obra qualificada nesta área o que é um fator de competitividade decisivo para esta candidatura comunitária”, defendeu.

Sobre os prazos, Marina Ferreira revelou que a o Terminal de Contentores deverá entrar em operação entre 2021 e 2022.

Já no que diz respeito à questão da manutenção de um novo terminal no Barreiro, a presidente da APL voltou a vincar que “as dragagens não aumentam custo do Barreiro”.

Marina Ferreira explicou que a concretização da Plataforma Multimodal do Barreiro/ Seixal irá permitir, através de investimento privado, “reabilitar as chamadas áreas cinzentas que estão, atualmente, extremamente degradadas e com um passivo ambiental que urge recuperar”.

“Atualmente, as sucatas são descarregadas no terminal do Barreiro, vão por camião para a Siderurgia do Seixal onde são transformadas em aço e, seguidamente, são levadas por camião até à ferrovia que, mais tarde, é exportado através de Setúbal”, explicou a responsável, realçando que com este projeto as descargas que são presentemente feitas no Barreiro passarão a ser feitas diretamente na Siderurgia do Seixal, deixando, assim, de existir “todo este percurso com fortes contaminações, degradação ambiental e custos económicos”.

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