No rescaldo de mais um Carnaval, os autores do Estapafúrdios do Quotidiano decidiram ir falar com aqueles que são considerados os maiores foliões, os melhores brincalhões e os mais bem-dispostos intervenientes, desta época festiva. Por isso, se gosta de samba no pé e de frango na mão, leia a nossa crónica desta semana….

É Carnaval, ninguém leva a mal!

 

Entrevista a Alberto João Jardim:

Quando falamos em Carnaval uma das personagens mais famosas, que nos salta logo à mente é, Alberto João Jardim! O presidente cessante do Governo Regional da Madeira. Este ano Jardim decidiu manifestar a sua solidariedade, com o povo grego, ostentando um chapéu de folclore típico da Grécia. Quando fomos falar com ele confessou-nos o seguinte:

«Je suis un Sirisa, ou Sórisa, ou Syrocco, ou como raio se escreve lá o nome do homem! O que interessa é que eu estou de acordo com ele a 101%. Se ele não paga, nós também não pagamos! Pumba! Mais nada… Vão buscar! O Syricas é que a sabe toda… Oiçam o que vos digo: um dia ainda vai ser ele a mandar na União Europeia toda. É porque isto meus amigos… Isto não é para queques. E quanto mais o povo se agacha, mais a gorda nos “atarracha”!! Ah! Ah! E agora cantem comigo: Mamãe eu quero… Mamãe eu quero… Mamãe, eu quero mamá…

(Ó Alberto… Só aqui entre nós, tu não achas que já mamas-te o suficiente?! Achas mesmo que precisas que a tua mãe te dê mais mama? Já não basta a mama que o Estado Central te vem vindo a dar há anos?!)

 

Entrevista a José Castelo Branco:

José Castelo Branco, o… a… coiso! Decidiu converter a sua mansão de Sintra, num luxuoso hotel, e está agora a tentar alugar os quartos aos turistas que visitam a localidade. Chegou ao nosso conhecimento que, para promoverem esta nova “hospedaria”, ele e a sua mais que tudo – Betty grafstein – decidiram dar uma festa de Carnaval. Fomos falar com ele para saber como correu…

«Ai queridas! Foi o máximo! Chiquééérrimo! Estávamos todas mascaradas, todas lindas e deslumbrantes, imagem lá vocês que isto até parecia o Carnaval de Veneza. Mas com mais cor, que lá em Veneza aquilo é tudo muito branco. C’órror… Veio cá a Maya, a Bobone, a Pipinha, a Micá, a Bibá, a Pitá, até veio a Popotá! Olhem, foi o most! Depois, sem que estivéssemos à espera, apareceram cá três trolhas, dois empreiteiros e um arquitecto, por causa daquelas obras lá nas traseiras, e acabou tudo num enorme forrobodó. Imagem lá vocês, suas bichas, que eu consegui esgotar toooodooos os quartos. Foi um su-se-sso! Amei!»
(Um sucesso?! Não quererás tu dizer, só assim por acaso, um “só sexo”?! É que com tanta Tiá e tanto empreiteiro juntos, acreditamos mais depressa que isso tenha sido parecido com uma festa de apresentação das 50 Sombras de Grey e não com um baile de Carnaval…)

 

Entrevista ao Diretor de Publicidade da Sagres:

Quem também decidiu brincar ao Carnaval, este ano, foi a empresa responsável pela cerveja Sagres. A Sagres, patrocinadora oficial do Belenenses, fez um vídeo intitulado: “O minuto dos 90” onde, em 60 segundos, resumia o que se passou no jogo entre o Sporting e o Belenenses. Até aqui tudo normal, o problema é quando o vídeo diz, aos 46’ – “Rui Patrício começa a temperar o frango” e depois, aos 70’ – “GOOOOLOOOO” seguido de um “Frango servido no Restelo”, em alusão ao frango sofrido pelo guarda-redes do Sporting. Este vídeo acabou por causar um enorme mau estar entre os adeptos leoninos e teve de ser retirado da página do Facebook da Sagres. O Estapafúrdios do Quotidiano decidiu ir falar com o responsável do vídeo, para tentar saber o que lhe tinha passado pela cabeça…

«Franguinho… Delicioso… Cheiro de colorau… Franguinho, delicioso, deu o goleiro de Portugal!… Pô, cara, não é justo não! Os chapas lá do Governo brincam dji Carnaval com todo o mundo e ninguém ligou! Quando somos nóis pegaram logo no nosso pé. Nóis não ofendeu ninguém. Nóis não deu despesa prá ninguém… Eu não estou vendo ninguém chingá o Governo, por ter botado os sacos de plástico prá pagar, pois não é? Então porque estão de bobagem com nóis? O Patrício devia era agradecer prá gente. Nóis só mostrou que ele sabi cozinhá. Voceis viram o aspecto daquele frango?? Pô… Se eu pego um frango daqueles, na minha frente, eu taco logo ele! Não percebi o porquê de tanto zum… zum…»

(Ah! Ah! Não ofendeste ninguém? Ah! Ah! O Patrício “tacar” logo o frango? Ah! Ah! O Governo “botou os sacos prá pagar”. Ah! Ah! Epá… Estes tipos da Sagres são mesmo hilariantes… Devem de andar todos marados da cabeça… Cá para nós a levedura da cerveja deve andar-lhes a fazer mal, só pode. Ah! Ah! Que brincalhões, pá… )

 

 

Texto escrito por: Gil Oliveira & Ricardo Espada

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