Portugal inteiro esteve ontem colado à televisão para assistir à final do Campeonato da Europa, de futebol sub21. Lamentavelmente, a selecção não conseguiu levar de vencida a Suécia, arrecadando assim o tão desejado troféu. Mas, apesar de termos perdido a final, esta participação teve um ponto alto que fez com que os portugueses não ficassem muito aborrecidos com o desfecho. E que ponto alto foi esse?! Exactamente… A (GORDA) vitória sobre a poderosa Alemanha por 5 bolas a 0.
Decidimos falar com três personalidades mundiais para saber o que acharam deste “5 a 0” sobre a Alemanha. Quer saber com quem falámos. Então preste bem atenção…

Ângela Merkel:

Assim que acabou o jogo a chanceler alemã apressou-se a telefonar para o Estapafúrdios do Quotidiano. Entre palavras fofinhas, pedidos de perdão e choros contidos, percebemos que o que ela queria mesmo era que lhe enviássemos uma meia dúzia de caixas de pastéis de Belém para que ela pudesse afogar as suas mágoas.

«Tô! Quem fala? Não é o chato do Passos Coelho, pois não? Ah, os Estapafúrdios do Quotidiano? Isso! Era mesmo com vocês que eu queria falar… Sabem, é que às vezes fico com medo de me enganar e telefonar para o Passos Coelho. O raio do homem liga-me todos os dias. Ora é para saber se dormi bem; ora se tenho medido a tensão arterial; se tenho controlado a diabetes; ou pura e simplesmente para saber se tenho feito cocó. Ele diz que se preocupa muito comigo porque eu sou como uma mãe para ele. O que eu até acredito. Mas convenhamos, com um filho tão chato não há cu que aguente. Ups… Quer dizer, não há mãe que aguente. Bom, eu queria que me enviassem umas 10 dúzias de pastéis de Belém. E como castigo por terem envergonhado a Alemanha daquela maneira, pagam vocês! Como não têm a culpa?! Vocês são portugueses, não são? Então pronto, basta isso para terem culpa. E mais, eu sei muito bem que vocês estão por detrás da história da Grécia querer sair do Euro. Por isso, em vez de 10 dúzias, podem ser 20 dúzias. E quem paga, quem é? Isso, mesmo. Vocês!»

(Ó Merkel… Nós teríamos todo o gosto em satisfazer os seus desejos mas, entre os “roubos” do filhinho e juros da mãezinha, nós não temos dinheiro sequer para comprar uma carcaça, quanto mais 20 dúzias de pastéis de belém. O que de facto é uma pena, pois… Como dizer isto?! Podia ser que ganhasse diabetes e deixasse de ser a mãezinha do Passos Coelho e passasse antes a ser a sua “anja da guarda”…)

Passos Coelho:

Depois da Merkel nos ter telefonado, achámos por bem ligar ao nosso PM, para saber a sua opinião sobre a grande vitória de Portugal.

«Estou? Como? Pires de Lima, és tu? Eh pá, pela milésima vez, eu não posso despedir o Bruno de Carvalho do Sporting e colocar-te lá a ti. Eu sei que sou o PM mas há limites, pá! O quê? Quem? Ai fala o Estapafúrdios do Quotidiano? Hum? Mas quem são vocês? Ah, sobre a vitória sobre a Alemanha. Eh pá, foi muito mau. Foi terrível. Assim que acabou o jogo apressei-me logo a telefonar à minha mãezinha… perdão, à Chanceler alemã, para apresentar as minhas mais sinceras desculpas, e dizer que não tive nada a ver com aquilo que se passou. Eles são jovens e ainda não sabem nada da vida, senão nunca, nunca, tinham humilhado assim a selecção da minha mãezinha… perdão, da Chanceler… daquela maneira! Eles ainda têm muito para aprender com a selecção principal. E uma delas, é que não se deve irritar a mein führer… perdão, a mãezinha. Ah! Raios, a chanceler alemã… Até porque depois acabamos sempre por ser nós a pagar.»

(Tem toda a razão Sr. Primeiro Ministro. O povo português é quem acaba sempre por pagar… E por falar em pagar, o que nos diz de umas férias para si e para sua querida mãezinha… Perdão, para si e para a Chanceler alemã?! Pagas por nós, claro! Iam até à Grécia… Diz que é muito bonita nesta altura do ano. Quem sabe se o Varofakis não vos empresta a motoreta para vocês conhecerem o país?!)

Tsipras:

Depois de falarmos com o Passos Coelho achámos que a pessoa indicada para nos falar sobre este resultado era Aléxis Tsípras. Contactámos o primeiro-ministro grego e perguntámos-lhe se poderíamos mandar Passos Coelho e Angela Merkel para lá. E enquanto ele nos dizia uma meia dúzia de sítios para onde os gostaria de mandar aproveitámos para perguntar se viu o jogo entre Portugal e Alemanha…

«Está? Papadoulos? Pimpapu? Pipitires, puntacares, isiririres. Pata, pate, pati, pato, patu? A BIBI! Ah, desculpem… vocês são portugueses, não falam grego, não é verdade? Só português e alemão… Hum?! Não falam alemão? Estranho… Bom, então o que querem saber? Como?! Se vi o jogo? Então não vi? Vi os dois… 2004, grande ano… Ganhámos-vos duas vezes. DUAS! Somos os maiores. Como?! Estão a falar do jogo contra a Alemanha? Ah, pois, esse não vi. Mas se vocês ganharam por 5-0 nós ganhávamos por 10. Sabem porquê? Porque nós somos DUAS vezes melhores que vocês. AH! AH! AH! Padapilis? Podotaliris? Grécia sereris melhoriris paírires do mundotorilis. Não perceberam? Não faz mal, eu traduzo: Portugal não presta e a Alemanha cheira a cocó! AH! AH! AH! Não pagamos! Não pagamotoros! Agora vou desligar que tenho o Varofakis, na sua lambreta, a buzinar-me à porta. É que ele convidou-me para ir lá jantar a casa, mas temos de ir no raio da motoreta para parecermos uns pobretanas. Adeusis! Fuizali»

(Sinceramente, acho que acabámos de descobrir o porquê de a Grécia andar a bater o pé, para não pagar o que deve ao FMI: drogas! Aquilo é malta que abusa da branca… Só pode…)

Texto escrito por: Gil Oliveira & Ricardo Espada

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