O passado fim-de-semana ficou marcado por mais um clássico entre os velhos rivais, Futebol Clube do Porto e Sport Lisboa e Benfica. Um clássico que, para além de ser sempre marcante pela intensidade com que os próprios jogadores disputam o jogo, foi marcado também pela fricção provocada pela troca de clube de Maxi Pereira, do S.L.B. para o F.C.P..

Foram 11 contra 11 (ou 12 se considerarmos que o árbitro jogou a favor do F.C.P.) e no final lá o Benfica acabou por perder. Ora então, nós fomos ao encontro dos dois principais intervenientes deste jogo. E pelo caminho deparámo-nos ainda com um terceiro elemento que, apesar de não estar directamente relacionado com o clássico, quis deixar-nos a sua opinião. Ora vejamos quem são eles

1º Maxi Pereira:

Conseguimos chegar à fala com Maxi Pereira logo após ao término do jogo. Perguntámos-lhe como tinha corrido o encontro e a resposta foi surpreendente:

«Eh pá, foi um jogo muito difícil, como vem sendo hábito quando jogamos contra este adversário. Ao fim ao cabo estamos a falar das duas melhores equipas de Espanha, não é verdade? Como?! Ai, isto é Portugal? A sério? E só agora é que me dizem isso? Depois de tantos anos a falar castelhano, porque pensava que estava em Espanha, e afinal estou em Portugal?! Bom Lá terei de aprender grego e pedir ao Samaris para ser o meu tradutor.

Mas onde é que ia eu? Ah! Sim, o jogo. Sim, perdemos. Mas não merecíamos perder porque fomos a equipa mais forte. Fomos sempre superiores ao Porto mas o árbitro não esteve do nosso lado. Fomos roubados, é o que foi Decididamente o árbitro devia ter expulsado o Maicon no final da primeira parte Aaa Quer dizer Esperem lá aí Eu agora sou do F.C.Porto… Então não! Nós ganhámos, e bem! Fomos sempre a melhor equipa em campo! O quê? Favoritismos? Não, nada disso Eles é que pensavam que vinham ao Dragão sentados ao «colinho» do árbitro. Nada disso! E quem nós somos?! E quem nós somos?! Nós somos querer! Somos ambição! Somos Porto do fundo do coração! Agora vou indo que tenho de ir espreitar a minha conta bancária a ver se já lá caíram os 2 milhõesLimpinhos, Limpinhos.»

 

(Ai Maxi, Maxi, longe vão os tempos do amor à camisola O que te safa é que continuas a poder dar sarrafada, que basta, sem que ninguém te dê um cartão vermelho!)

 

2º Maicon:

 

Estávamos nós a falar com Maxi Pereira quando, de repente, somos agredidos ao pontapé por uma pessoa vestida com o equipamento do FC Porto. Enquanto nos tentávamos defender, e ao mesmo tempo gritávamos: “O PINTO DA COSTA É O MAIOR! O FCP É O MELHOR!” conseguimos perceber que se tratava do jogador do Porto, Maicon. Pensámos se devíamos fugir ou ficar ali e fazer-lhe umas perguntas e decidimos que mais pontapé, menos pontapé, não iria fazer a diferença:

«Como é que é, galera?! Prontos para mais uma aula de Karaté? Vamo lá, caraca! Todos trouxeram os kimonos? Vamo-que-vamo! O quê? Não estão aqui para uma aula dji karaté? Querem saber o quê? Como é que correu o jogo entre o Porto e o Benfica? Pô, eu sei lá como é que correu o jogo, seus babacas! Eu nem gosto de futibol. Eu é mais karaté! Vamo deixar dji conversa fiada e começar fazendo o aquecimento? Vamo, galera. Como assim eu devia ter sido expulso? Eu sou um sensei, seus babacas! Eu é que expulso os meus alunos, se quiser! Vamo começar com um pontapé bem nas costas! «TRAUU!». Agora um rotativo na cabeça! «TRAUUU!» E agora um daqueles kicks que eu dei, no outro cara, no domingo passado. «TRAUU!» Vamo lá galera»

 

(Só para confirmar Ó Maicon, tu sabes que o F.C.P. anda-te a pagar para jogares futebol e não lutares karaté, não sabes? É que se continuas a distribuir pancadaria dessa forma não tarda tiras o lugar ao Maxi Pereira)

 

3º Jorge Jesus:

 

Quando estávamos a fugir do Maicon, pelas ruas da cidade do Porto, eis que demos de caras com o agora treinador do Sporting Clube de Portugal. Jorge Jesus quis deixar-nos a sua opinião sobre o jogo — mesmo depois de insistirmos de que não era necessário…

 

«Ó moços, esperem! Atão onde irem vocês com tanta pressa? Estárem a fugir da polícia ou quê? Estárem a fugir do Maica? Oh, nã sêra preciso fugirem dele porque se estárem comigo, é o mesmo que estárem com o meu Pai! Ah! Ah! Perceberem? Estárem comigue é o mesmo que estárem com Deus. Porque eu sou Jesus. E Deus é o Pai de Jesus! Ah! Ah! Sou mesme engraçade. Então vocês quererem saber qual sêra a minha opinião acerca do jogo, não é verdade? Ai não?! Nã fazêra mal, que eu dára-vos na mesma. O Benfica merecera perder. E saberem porquê? Porque nã terem lá o cérebro, estárem a perceber? O Vitória nã percebera que o truque para ganhar ao Porto sêra, na verdade, muito simples. O truque chamára-se «Mind games». Hoje em dia, o treinador que nã sêra muita forte a fazer «Mind Games» antes dos jogos, nã prestara para nada. É por isso que eu e o Mourinho sêramos os melhores treinadores do mundo. Eu primeiro, é claro, e depois ele. O truque para ganhar ao Porto é apenas trocar o nome do Loto Lote Lito Latope Lirororape Lopes. É só trocar o nome do Lopes durante a semana que anti ante inter intercepta o jogo, e o Porto já nã jogara nada Mas o Vitória nã percebêra nada de Mind Games. Agora se lhe falarem em toiros, forcados, cernelheiros ou rabejadores, ui, aí ele já é o melhor do mundo»

 

(Ahh! Então afinal o grande segredo do grande Jorge Jesus para ganhar os jogos são os Mind Games Então ó J.J. diz-nos lá uma coisa. Perdeste com o Lokomotiv porquê? Não conseguiste entrar na Mind deles?! Não percebemos porquê. Vocês até falam todos a mesma língua)

 

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