Que o nosso País vai de mal a pior, e que os nossos políticos têm ideias completamente estapafúrdias (Tão estapafúrdias que qualquer dia roubam-nos o emprego!) já todos nós sabemos, agora o que não podíamos adivinhar era que essas ideias estavam em vias de serem catapultadas de estapafúrdias, para completamente ridículas! Segundo consta, o novo regime especial de proteção prevê que as pensões de invalidez sejam apenas atribuídas caso o paciente esteja completamente dependente de terceiros, ou então com uma esperança máxima de vida de três anos… Hum… O que nos dizem disto?! Pois… Nada “porreiro, pá!” O Estapafúrdios do Quotidiano como é completamente contra este tipo de injustiças, decidiu recriar (que é como quem diz, inventar!) uma hipotética entrevista a três beneficiários desta pensão, daqui a precisamente 3 anos. Ora vejamos…

 

 

Pensionista nº1:
António, 73 anos, doente de Parkinson. Requereu a pensão de invalidez em 2016 mas até à data (2019) ainda não faleceu.

 

«Eh pá, não faleço! Não faleço, não faleço e não faleço! E ai de quem tentar obrigar-me a falecer! Inicialmente até aceitei essa história dos 3 anos. Assim como assim eu não andava bem, não acreditava que fosse durar tanto tempo por isso alinhei nesta brincadeira. Mas agora percebo que afinal até sou gajo para aguentar mais 1 ou 2 anitos! Como? Então tenho que devolver o dinheiro?! Ah! Isso é que era bom. Eles que venham cá que eu dou-lhes o dinheiro… Ai não que não dou! Dou-lhes mas é umas vergastadas com a minha bengala que eles vão ver… Cambada de ladrões! Chulos é o que eles são! São uns… Uns… Aiiii! Aiiii! Socorrooo! Alguém me ajude! Ai que eu morro… Ai que é desta!   Logo agora que não me dava jeito nenhum falecer… porque acabei de gastar quase a minha pensão completa nos serviços de uma profissional do sex… AIIIIII! Já foste!»

 

(Então não é que parece que o senhor António não vai ter de devolver nada ao Estado?! Assim é que é, Sr. António. A cumprir com os seus deveres cívicos. Faleceu no momento certo. Olhe, sabe o que dizemos?! Se houvesse mais gente como você este país não estaria como está hoje!)

 

 

 

Pensionista nº2:

Cremilde, 88 anos, doente com um tumor no cérebro. Requereu a pensão em 2017 mas passado um ano está arrependida.

 

«Sabem… Eu até era para já estar morta, mas não quero dar esse gostinho àquela escumalha! Quando saiu esta lei eu até aceitei. Mas depois comecei a ouvir vozes dentro da minha cabeça que me diziam: “Ó Cremilde… Tu não morras! Cremilde… Olha que isso é o que eles querem. Ó Cremilde tu aguenta-te… Esforça-te que tu vais ver que te safas!” E eu pensei para comigo, “olha lá agora, querem ver que é Deus que está a falar comigo?!” Mas não. Afinal de contas é só um mini-comunista que eu tenho aqui viver no meu cérebro. Mas pronto, isso agora também não interessa para nada. Eu já decidi que não vou morrer. Se eles quiserem que venham cá matar-me, que eu posso ser velha mas sou rija!»
(Mai nada!!! Ah, D. Cremilde… Olhe, sabe o que lhe dizemos?! Se esse mini-comunista que tem a viver aí na sua cabeça for tão resistente e teimoso como o Jerónimo de Sousa, ainda vai andar cá por muitos e longos anos a dançar a “Carvalhesa”, não se preocupe…)

 

Pensionista nº3:

Cavaco Silva, 76 anos, doente de… de… de tanta coisa que nem sabemos bem! Requereu a pensão em 2015. Alguns meses antes da nova lei entrar em vigor.

«Aiii! Aiii! Pobre de mim. Pobre de mim que sou tão dependente…. Sou dependente do Passos Coelho! Sou dependente da minha mulher! Sou dependente das minhas cagarras! Sou dependente da Lindor! Sou dependente de tanta coisa que uma pensão não me chega! Aiii! Pobre de mim… O quê?! Já devia ter falecido o ano passado? Pois… Eu sei, mas não podia ser. Vocês vejam lá que eu sou tão pobre, que tenho vindo a pagar o meu funeral às prestações. E tudo culpa da minha Maria, que me estoirou a reforma toda naqueles malditos presépios… Ai, pobre de mim!!! O que vai ser das minhas cagarras… Esta lei está muito mal feita. Eu acho que deviam ter criado uma excepção para políticos. Toda a gente sabe que os políticos são como as sogras: por mais que os genros rezem, nós somos pessoas que demoram muito tempo a falecer. 3 anos é muito pouco! Aiiii coitado de mim…. Eu não posso falecer, não posso! Por favor ajudem-me! Tomem conta delas…»

 

(Delas? Ah, das cagarras… Não se preocupe Sr. Ex-Presidente da República. Teremos todo o gosto em enterrar as cagarras consigo. Diga-nos só uma coisa: Prefere que elas vão ao natural ou assim com molho de cebolada?!)

 

 

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