O Montijo recebeu, esta sexta-feira, no auditório da Escola Profissional, a apresentação do Plano de Operações Distrital – DECIF 2015, no qual foram revelados os meios operacionais do Dispositivo de Combate aos Fogos Florestais do Distrito de Setúbal perante dezenas de operacionais da proteção civil, dos bombeiros e autarcas do distrito.

A cerimónia contou com a presença de Nuno Canta, presidente da Câmara Municipal do Montijo, de José Manuel Moura, Comandante Operacional Nacional da Proteção Civil, de Patrícia Gaspar, Comandante Distrital de Operações de Socorro de Setúbal e de Elísio de Oliveira, Comandante Operacional do Agrupamento Distrital do Sul.

Nuno Canta classificou os incêndios florestais como um “drama”, relembrando que “o momento agora é de ação e de mudança e é isso que os Planos Operacionais Distritais têm vindo a concretizar”.

Para o edil, é urgente que a população assuma “uma nova atitude na defesa do ambiente e no respeito pelo património florestal”.

A apresentação do Plano de Operações Distrital – DECIF 2015 esteve a cargo da Comandante Patrícia Gaspar que referiu que a defesa da floresta contra os incêndios é um efetivo “desígnio nacional”

“Esta ameaça só pode ser combatida se transformarmos a nossa ação individual em poder coletivo”, destacou a Comandante, corroborando, assim, as palavras do autarca Nuno Canta.

O Comandante Operacional Nacional, José Manuel Moura, revelou a perspetiva do dispositivo do distrito de Setúbal passar a contar com um helicóptero que ficará localizado na Base Aérea do Montijo e afirmou que “o problema dos incêndios florestais não é o combate”, revelando a sua grande preocupação com o número muito elevado de ignições registadas ano após ano.

O Plano de Operações Distrital – DECIF 2015 evidencia algumas alterações face a 2014, nomeadamente, a criação de um auxiliar de bolso com o Sistema de Gestão de Operações disponível para todos os agentes envolvidos no combate aos incêndios; um reforço das equipas de combate no distrito durante os meses de verão mais críticos; um maior trabalho de proximidade com as juntas de freguesia e os serviços municipais de proteção civil, um novo veículo de comando e, ainda, comunicações para o distrito.

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