A EDP Distribuição dá conta de que o ano de 2017 foi mais um ano bem-sucedido, em que conseguiu conciliar a prestação de um serviço técnico de qualidade com a manutenção das suas já conhecidas preocupações com a preservação da avifauna.

Perante a necessidade de conciliar os níveis exigentes de qualidade de serviço prestada aos seus clientes, com a preservação da espécie cegonha branca, a EDP Distribuição realiza anualmente um conjunto de intervenções voluntárias na rede aérea de distribuição de energia elétrica. Estas intervenções envolvem, nomeadamente, a remoção e/ou transferência de ninhos que se encontram em locais considerados potencialmente perigosos para a espécie. No meio envolvente, sempre que tecnicamente possível e indicado pelo Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), são criados locais seguros para nidificação desta espécie, através da colocação de apoios próprios, com plataforma de nidificação associada.

Adicionalmente, depois da remoção dos ninhos, procede-se à colocação de Dispositivos Dissuasores de Nidificação, designadamente do tipo turbina e guarda-chuva, nos respetivos apoios de rede, de modo a diminuir a probabilidade de eletrocussão dos indivíduos da espécie e a desincentivar a nidificação nas épocas seguintes.

Existe um período indicado para a realização destas intervenções que se situa entre setembro e o final de cada ano, meses em que a espécie não se encontra em época de nidificação. Nesta fase realiza-se a designada Operação Cegonha Branca.

Trata-se de uma campanha planeada e anual que envolve vários departamentos da empresa, sendo coordenada pela Direção de Serviços a Redes, em estreita articulação com as Direções de Rede e Concessões e com a Direção de Ambiente, Sustentabilidade e Continuidade do Negócio.

Em 2017 foram identificados 153 ninhos de cegonha branca a necessitar de intervenção. Devidamente licenciada pelo ICNF, a campanha do ano passado atingiu uma taxa de realização de 96,7% (148 ninhos removidos/transferidos), com apenas menos 5 ninhos do que o total, devido, essencialmente, a limitações no acesso aos ninhos por parte dos proprietários dos terrenos (Porto, Lagos, Portimão).

 

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