Num evento em que o antigo Bastonário da Ordem dos Advogados sentenciou que “o problema da Justiça não tem solução”, a secretária de Estado da Modernização Administrativa ainda ouviu o presidente do Crédito Agrícola da Costa Azul reclamar uma Loja de Cidadão em Santiago do Cacém.

A abertura de conta desmaterializada foi ontem à noite anunciada pela secretária de Estado da Modernização Administrativa, Graça Fonseca, durante o evento que celebrou os 100 anos do Crédito Agrícola de Santiago do Cacém. Advogando o direito à simplicidade e a necessidade urgente de simplificar medidas que facilitem e agilizem a vida dos cidadãos e das empresas, a governante antecipou uma medida do Simplex 2016 e registou a exigência de Jorge Nunes, presidente do Crédito Agrícola da Costa Azul, para a instalação de uma Loja de Cidadão em Santiago do Cacém. Antes já a secretária de Estado escutara Rogério Alves, antigo Bastonário da Ordem dos Advogados sentenciar que “o problema da Justiça não tem solução”.

Foi durante uma conferência sobre burocracia, organizada pelo Crédito Agrícola da Costa Azul, que Rogério Alves desafiou a Secretária de Estado da Modernização Administrativa, presente na sessão, a ser portadora de uma mensagem de eficácia ao nível da agilização da Justiça.

Numa Conferência sobre desburocratização os dois responsáveis uniram forças e lembraram a Graça Fonseca, secretária de Estado Adjunta e da Modernização Administrativa, que as Lojas mais próximas ficam no Pinhal Novo e Setúbal, a muitas dezenas de quilómetros de distância.

A uma só voz, o autarca e o presidente do banco mencionaram a necessidade de serviços públicos mais próximos e recordaram a importância que as Lojas do Cidadão tiveram no desenvolvimento de um atendimento ao cidadão mais eficiente e simplificado. Actualmente, Santiago do Cacém conta apenas com um Espaço do Cidadão em Loja CTT, deixando de fora serviços como a Autoridade Tributária, energia, água ou mesmo Segurança Social.

A Conferência celebrou o Centenário da Caixa de Crédito Agrícola da Costa Azul, discutindo a importância da simplificação de procedimentos, e o peso que o excesso de burocracia coloca sobre empresas e cidadãos. Perante a plateia do Auditório António Chainho, Jorge Nunes, Manuel Chaveiro Soares – presidente da Caixa do Cadaval e empresário da agropecuária, Rogério Alves – advogado e antigo Bastonário dos Advogados e Álvar Beijinha apresentaram exemplos destas dificuldades e das suas consequências para a inovação e competitividade da Região e do País.

Também neste âmbito, Jorge Coelho, antigo Ministro da Administração Interna e das Obras Públicas, entregou a primeira edição do Prémio Fausto Correia à AIM – CIALA, empresa líder de Santiago do Cacém na área da biotecnologia, em particular na reprodução e difusão genética, certificada em qualidade.

 

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