Os meios de comunicação social, as redes sociais e até alguns meios de comunicação católicos estão em grande debate sobre recente exortação pós-sinodal do Papa Francisco: Amoris Laetitia, “Sobre o amor na família” no seguimento da terceira e quarta assembleias gerais do Sínodo dos Bispos, em Outubro de 2014 e de 2015 respectivamente.

Tendo em consideração que tem suscitado uma grande diversidade de reacções e até de ataques e críticas ao Papa dentro da própria igreja, debrucei-me sobre a exortação, li e meditei-a durante uma semana.

Só confirmei aquilo que já sabia, o Papa Francisco é um homem bom, de grande inteligência e que através deste documento, pós-sinodal, não propõe uma nova doutrina e disciplina, mas aplica a doutrina de forma firme e convicta para a situação do mundo no momento.

Uma boa leitura de um documento com mais de 300 parágrafos com as considerações do Santo Padre, onde se destaca todo o seu humanismo e compreensão para algumas questões «em cada país ou região, é possível buscar soluções mais inculturadas, atentas às tradições e aos desafios locais. De facto, as culturas são muito diferentes entre si e cada princípio geral (…), se quiser ser observado e aplicado, precisa de ser inculturado”» (AL 3). Este princípio de inculturação revela-se como muito importante até no modo de articular e compreender os problemas, modo esse que, sem entrar nas questões dogmáticas bem definidas pelo Magistério da Igreja, não pode ser «globalizado».

Veja aqui na íntegra a exortação pós-sinodal:

http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/apost_exhortations/documents/papa-francesco_esortazione-ap_20160319_amoris-laetitia.html

 

CLÁUDIO ANAIA

http://www.relances.blogspot.com

 

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