O Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) é uma das 10 instituições de ensino superior portuguesas representadas no leque dos 16 projetos premiados pela European Innovation Academy (EIA) 2018, programa intensivo de educação para o empreendedorismo tecnológico que chegou ao fim a 3 de agosto, no Centro de Congressos do Estoril, sob o lema “De uma ideia a uma start-up em 15 dias”.

Nesta segunda edição em Portugal, que teve como principais parceiros o Santander Universidades e a Câmara Municipal de Cascais, estiveram reunidos 500 jovens de 75 países, cinco deles em representação do IPS, que tiveram oportunidade de testar as suas ideias de negócio, com o foco na robótica e na inteligência artificial.

 

PROCO, uma solução que junta estudantes, empresas e universidades, propondo resolver muitos dos problemas do mercado de recrutamento, foi um dos projetos selecionados para o top 10 das melhores ideias, tendo sido premiado com sessões de mentoria, ao longo de seis meses, com a consultora Dybaw Venture Capital.   

 

“É fantástico no último dia poder subir ao palco como uma das melhores equipas e partilhar a nossa ideia com o resto do mundo”, lembra Rui Borges, estudante finalista de Engenharia Informática na Escola Superior de Tecnologia de Setúbal (ESTSetúbal/IPS) e um dos cinco elementos da equipa premiada, sublinhando a “experiência fantástica” de participar na EIA. “São três semanas intensivas, onde todos os dias se aprende sobre algo novo e se põe em prática o que se aprendeu. Executámos todos os passos que uma start-up tem que percorrer para entrar no mercado em 15 dias, quando algumas empresas levam meses para completarem este processo”.

 

O PROCO parte de uma reflexão sobre a reduzida utilidade prática dos projetos desenvolvidos em sala de aula, muitos deles fictícios e sem retorno para o currículo do estudante, constituindo-se assim como “uma plataforma onde empresas podem submeter projetos seus e onde estudantes, em coordenação com os professores, podem fazer projetos reais no âmbito do seu currículo e dentro das cadeiras do seu curso”, conta ainda Rui Borges, o único estudante português da sua equipa.

 

Igualmente premiado, com um registo provisório de patente pela Nixon Peabody, foi a equipa SmartCap, da qual faz parte Mariana Luciano, também estudante de Engenharia Informática na Escola Superior de Tecnologia de Setúbal (ESTSetúbal/IPS), que concebeu uma garrafa de água, simultaneamente reutilizável e que permite medir a quantidade consumida, de forma a que o utilizador não descure uma hidratação adequada. 

 

 

Fotos: EIA

 

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