Nos dias 27, 28 e 29 de Maio, na Antiga Indústria de Tintas SOTINCO vai decorrer o evento Contemporaneidades no Espaço Industrial organizado por Anderson Colombo. Dentro deste contexto realiza-se a exposição Espaço Industrial e Cor: Repensar os Limites, com a curadoria de Filippo De Tomasi. A exposição conta com a presença de dois artistas portugueses, Andrea Brandão e João Vilhena, da artista italiana Chiara Campanile e do fotógrafo Roberto Conte. Os primeiros três autores vão realizar obras site specific que propõem uma reflexão sobre as possibilidades de reativação e regeneração dos espaços industriais devolutos, enquanto que as imagens do fotógrafo apresentam edifícios e arquitecturas abandonadas. Através das intervenções dos artistas e da projeção de fotografias, cria-se um diálogo entre o edifício das Tintas SOTINCO e a cor, com o objetivo de repensar os limites que o espaço impõe. Numa perspectiva de colaboração com a Baía Tejo, os visitantes poderão ainda apreciar as obras estudo realizadas por Vhils, artista natural do Seixal.

Comissário do evento Anderson Colombo Curador artístico Filippo De Tomasi Artistas e obras: Andrea Brandão, Campo Aberto Chiara Campanile, Patches João Vilhena, CHROMAFACTORYONLINE.COM Roberto Conte, Industrial Limbo

“A obra CHROMAFACTORYONLINE.COM propõe alterar, desconstruir e remontar o espaço industrial, abrindo novas realidades. Através da utilização prévia do dispositivo Chroma Key, o artista realizou diferentes elementos verdes no espaço, que criam uma interferência visual que se mistura com a arquitetura do edifício. Estas grandes manchas de tinta verde, à primeira vista fragmentárias e dispersas, recompõem-se em quadros num ponto preciso da sala: efeito criado pela pintura anamórfica. O visitante pode sentar-se e visualizar os retângulos. No entanto, com o auxilio do QR Code ou do tablet disponibilizado, consegue visualizar a reconstrução digital realizada pelo artista. No vídeo, quatro pessoas interagem com os quadrados, entram neles e multiplicam-se: aciona-se um jogo de espelhos que estabiliza a percepção do visitante e quebra os limites físicos do espaço do edifício.

Ao interagir com as obras artísticas de João Vilhena apresenta-se aos nossos olhos e sentidos uma outra perspectiva que nos transporta para além do real. Os numerosos “escamotages” adotados que vão desde a pós-produção gráfica das imagens fotográficas, até aos jogos de planos nas esculturas e nas instalações, introduzem-nos numa dimensão virtual, possibilitando a activação de mecanismos cerebrais e emotivos inesperados e inconscientes. O interesse foca-se, de facto, nas infinitas possibilidades de leitura que a obra de arte contém: desde a banal identificação de elementos quotidianos até à apropriação estética de um mundo virtual, exterior e, talvez, secundário. Indagar, destruir e reconstruir os estereótipos da cultura ocidental, através da consciente utilização dos diferentes meios artísticos (video, pintura, fotografia, instalação, etc.), permitem ao artista criar uma nova dimensão, um novo mundo, não como tentativa de fuga do real, mas como reflexão sobre o frágil e incerto equilíbrio da nossas existências.” – Filippo de Tomasi

Em simultaneo na obra online Joao Vilhena explora o campo de new media art, homenageando os traballhadores da antiga fábrica agora desocupada e em ruinas numa reflexão ente o real e o fazer do gesto de pintar.

João Vilhena é um dos mais notados artistas portugueses contemporâneos. Estudou Escultura e Pintura no Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual de Lisboa, terminando em 2002. A sua vivência, não só em Portugal, mas também nos diversos sítios onde estudou e trabalhou, designadamente, Los Angeles, Nova Iorque, Reino Unido e Itália, constituem referência permanente na criação e obra deste artista. Recorre a uma grande variedade de meios, tais

como pintura, escultura, fotografia, vídeo e new media numa narrativa em torno do que é o público e o privado. Desde 2012 utiliza o i-phone e diversas apps como instrumentos de criação de obras, elaborando um discurso minimalista em torno de cada ação. Trabalha com representações da realidade que existem para além da perspetiva subjetiva do psicológico, explorando, desta forma, o meta-realismo. Propõese, não só comunicar mais do que o aspeto pictórico da perceção de outra dimensão da realidade, mas também a essência dessas dimensões e sua relação consigo e com os outros, enquanto seres humanos, através de formas e ações. A sua obra encontra-se representada em diversas coleções nacionais e internacionais: Gulbenkian, Serralves, Banque Edmond Rothschild ou Colecção BES, entre outras. Recebeu prémios e bolsas, representou Portugal numa Bienal de Praga. Em 2015 expôs individualmente no Palácio Nacional de Mafra e no Museu de História Natural e da Ciência. Sendo, ainda, desportista promove ativamente um estilo de vida saudável.

CHROMAFACTORYONLINE.COM, 2016, instalação, tinta verde, tablet e cadeira, dimensões várias

Links oficiais e Contactos dos Responsáveis
Site oficial do evento Contemporaneidades no espaço industrial

http://contindustrial.wix.com/contemporaneidades

Página facebook exposição Espaço industrial e Cor: Repensar os Limites

https://m.facebook.com/events/1738966096387172

Comissário Anderson Colombo – 91 772 55 12 – email: anderson.colombo17@gmail.com Curador Artístico Filippo De Tomasi – 969651143 – email: detomasi.filippo@gmail.com

Informações Horário Inauguração sexta-feira, 27 de maio às 19:30 horas Sábado e domingo das, 28 e 29 de maio 10:00 às 18:00 horas

Localização Antiga Indústria de Tintas SOTINCO, Rua 42 – Parque Empresarial Baía do Tejo | 2830-571 Barreiro

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