A Galp admite iniciar a prospeção de petróleo em águas profundas no Alentejo, ao largo de Sines, em 2016, estando neste momento a negociar com o Governo, afirmou esta terça-feira o presidente da petrolífera nacional, Ferreira de Oliveira.

Na conferência de imprensa de apresentação dos resultados da empresa até setembro, Manuel Ferreira de Oliveira explicou que “está neste momento um documento nas mãos do Governo português”, recusando adiantar mais pormenores sobre as negociações em curso.

“Está em fase avançada de análise para saber se decidimos ou não perfurar no Alentejo. Há um contexto que não posso partilhar convosco em que podemos perfurar o ‘deep shore’ [águas profundas] português”, declarou o gestor, alertando, no entanto, que o facto de facto de querem avançar para a perfuração não significa que existam boas perspetivas de encontrar petróleo naquela zona.

Ferreira de Oliveira adiantou que, a avançar, a Galp deve começar a mobilizar a tecnologia para o efeito ao longo de 2015 para iniciar em 2016.

Contudo, para avançar a Galp precisa de partilhar o investimento necessário, uma vez que os processos são muto caros. “Sozinhos o risco é demasiado elevado”, salientou o responsável, escusando-se a esclarecer se a empresa já tinha encontrado o parceiro pretendido, que neste caso seria para substituir a empresa brasileira Petrobras – parceira da Galp na prospeção de petróleo em águas profundas em Peniche e no Alentejo – que abandonou o consórcio no final de 2013.