A União dos Sindicatos de Setúbal, em comunicado, denuncia que nos serviços de urgência do distrito “os tempos de espera para atendimento previstos na triagem de Manchester são largamente ultrapassados”.

Em relação ao internamento, seja nos serviços de urgência ou serviços de internamento, os utentes têm, segundo a USS/CGTP-IN, “que esperar a existência de macas disponíveis e são depois transferidos para corredores, onde se amontoam em condições pouco dignas, sem privacidade, empilhados sem espaço mínimo de segurança para controlo de infeção, ou para a circulação dos profissionais e utentes e sem vigilância adequada”.

“Esta é uma situação criada pelas políticas de Paulo Macedo, designadamente a reestruturação que levou ao encerramento e diminuição do horário de atendimento de muitos centros de saúde/unidades funcionais e de SAPs dificultando o acesso dos cidadãos à saúde preventiva; o aumento das taxas moderadoras em todas as vertentes do S.N.S. a implementação da portaria 82/2014 que retirou várias valências aos hospitais da região e promoveu a diminuição do número de camas hospitalares, todos estes fatores estão a levar a que a assistência aos doentes em caso de urgência se efetue em condições muito precárias, face ao acréscimo de afluência/gravidade do estado clinico e a diminuição da capacidade de resposta”, referem os sindicalistas.

A estes problemas, acrescenta-se a “perda de profissionais de saúde, que emigraram ou saíram do S.N.S., devido à falta de condições de trabalho e à contratação em condições precárias”.

Para a União de Sindicatos de Setúbal “o que está em causa é uma política que pretende condenar o S.N.S. público, para entregar aos privados muitos milhões de euros do erário público, deixando o S.N.S. com uma função meramente assistencialista/carteira básica de serviços de saúde”.

“É necessário apostar na prevenção/Cuidados de Saúde Primários, dotar os serviços do SNS dos meios e recursos necessários para responderem eficazmente e de forma planeada, a situações previstas de aumento da procura/necessidade de cuidados específicos; adequar as respostas de saúde às características demográficas da população garantindo uma verdadeira continuidade de cuidados no contexto de prevenção/promoção da saúde, tratamento e pós alta”, rematam.

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